

Em fevereiro, a produção industrial da Bahia apresentou alta em relação ao mês anterior, janeiro (3,2%), na comparação com ajuste sazonal, que exclui possíveis influências de calendário e eventos que se repetem anualmente e podem interferir no desempenho da indústria. Foi o 2º resultado positivo seguido para o estado nesse comparativo, embora apresentando leve desaceleração frente ao índice registrado na passagem de dezembro para janeiro (3,7%). O desempenho da indústria baiana ficou acima do registrado no país como um todo (0,9%) e foi o 3º maior avanço dentre os 15 locais que têm informações para essa comparação, abaixo apenas de Espírito Santo (11,6%) e Rio Grande do Sul (6,7%).
Por outro lado, 4 locais registraram resultados negativos, puxados por Mato Grosso (-0,9%), Goiás (-0,8%) e o Minas Gerais (-0,3%). É o que mostram os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, do IBGE. Apesar da alta de janeiro para fevereiro de 2026, na comparação com fevereiro de 2025 a produção industrial da Bahia teve importante queda (-4,1%), apresentando um terceiro resultado negativo consecutivo frente ao mesmo mês do ano anterior. O resultado da Bahia ficou abaixo do nacional, onde também houve recuo (-0,7%), e foi a 7ª maior retração entre os 18 locais que têm resultados nesse confronto, 9 dos quais apresentaram resultados negativos. Rio Grande do Norte (-24,5%), Ceará (-9,8%) e Paraná (7,7%) registraram os piores índices.
Por outro lado, Espírito Santo (31,3%), Pernambuco (25,0%) e Mato Grosso do Sul (8,3%) tiveram os maiores crescimentos frente a fevereiro de 2025. Com esses resultados, a indústria baiana tem queda acumulada (-7,5%) na produção, nos primeiros dois meses de 2026, frente ao mesmo período do ano passado. O índice está bem abaixo do nacional (-0,2%) e é o 3º pior entre os 18 locais pesquisados, à frente apenas de Rio Grande do Norte (-24,8%) e Ceará (-8,8%). Nos 12 meses encerrados em fevereiro, a indústria da Bahia seguiu em queda (-1,3%), ficando também abaixo do índice nacional (0,3%) e registrando a 7ª retração mais intensa entre os 18 locais pesquisados, 10 dos quais apresentaram resultados negativos.
Em fevereiro, queda geral da indústria baiana é puxada pelo refino de petróleo (-9,5%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-41,5%). A queda na produção industrial da Bahia em fevereiro/26 frente a fevereiro/25 (-4,1%) foi consequência de resultados negativos somente na indústria de transformação (-5,1%, terceira retração seguida), já que a indústria extrativa voltou a apresentar crescimento (16,1%) após dois meses de recuos.
Imagem de Vilius Kukanauskas por Pixabay



