quarta, 04 de março de 2026
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COMISSÃO DEBATE PROPOSTA SOBRE VERBAS INDENIZATÓRIAS E TETO CONSTITUCIONAL NO STF

Matheus Souza - 04/03/2026 17:46 - Atualizado 04/03/2026

Representantes dos Três Poderes reuniram-se pela primeira vez para debater uma proposta provisória que regularmente o pagamento de verbas indenizatórias diante das restrições impostas pelo teto constitucional.

O encontro, realizado por iniciativa da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), teve caráter consultivo e marcou o início dos trabalhos do grupo instituído para subsidiar futuras decisões da Corte sobre o tema.

Ao abrir a reunião, o secretário-geral do STF, Roberto Dalledone, classificou a iniciativa como inédita e destacou o esforço de coordenação entre as instituições. “Estamos cientes dos desafios a serem enfrentados, as realidades das carreiras são distintas, é uma questão que envolve todos e, por isso, importante pensarmos em soluções conjuntamente”, afirmou.

Durante o encontro, foi apontada a necessidade de levantamento de dados técnicos, consolidação de valores e análise das legislações estaduais que tratam das verbas indenizatórias. O objetivo é produzir um diagnóstico abrangente que possa embasar uma solução institucional juridicamente consistente e fiscalmente responsável.

A comissão foi criada na esteira das decisões do STF na Reclamação (Rcl) 88319 e na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6606, que suspenderam o pagamento de parcelas classificadas como indenizatórias acima do teto remuneratório constitucional. O grupo atuará enquanto não for editada a lei nacional prevista no artigo 37, parágrafo 11, da Constituição Federal.

Os trabalhos terão prazo determinado para a apresentação de sugestões técnicas, sem caráter deliberativo. A competência para decidir sobre a matéria permanece com o Plenário do STF.

Participaram da reunião representantes do STF, Conselho Nacional de Justiça, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Advocacia-Geral da União, Procuradoria-Geral da República, Tribunal de Contas da União e Defensoria Pública da União. Assessores de ministros do STF também acompanharam os debates.

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