

A BYD quer brigar pela liderança do mercado brasileiro até 2030, mesmo prazo para o funcionamento pleno e com maior nível de nacionalização da fábrica em Camaçari. A informação foi do vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy para a revista Auto Esporte.
Mas vai precisar estar com a fábrica da Bahia operando a todo vapor e terá que reforçar a linha de produtos e ingressar em segmentos onde ainda não atua. É aí que entra um possível novo SUV compacto. A BYD avalia entrar no segmento que mais tem crescido, o SUV de 4,15 metros de comprimento, segmento de entrada dos SUVs, onde os preços estão em uma faixa que vai de R$ 120 mil a R$ 150 mil. O objetivo é brigar com Volkswagen Tera e Fiat Pulse.
A marca já deixou claro que não vai mudar a estratégia de eletrificação, mantendo o foco em ter apenas modelos elétricos e híbridos plug-in, descartando outras tecnologias de propulsão.
Já é certo que a BYD terá uma nova picape intermediária, além de uma família de caminhonetes (incluindo uma compacta, rival da Fiat Strada) e versões híbridas plug-in de Dolphin e Yuan Pro. Embora a longo prazo, a marca chinesa também tem nos planos um SUV compacto.
A BYD do Brasil trabalha para convencer a matriz de que ter um novo SUV no segmento de Volkswagen Tera e Fiat Pulse é importante para a estratégia local de crescimento. Criar um SUV de entrada com conjunto híbrido pode ser a chave para a marca chinesa ganhar volume em um segmento que vem crescendo muito no Brasil.
O Volkswagen Tera, lançado há pouco mais de seis meses, já figura entre os carros mais vendidos do país. Mas para que possa alcançar o volume de vendas pretendido pela marca o SUV teria que ter produção local, na fábrica de Camaçari.