

O presidente Lula (PT) ainda não escolheu, há quase seis meses, os indicados para preencher duas vagas de ministros no STJ (Superior Tribunal de Justiça). A demora tem gerado especulações e sobrecarregado os gabinetes da corte, que seguem sob a responsabilidade de magistrados interinos.
O STJ, que é a segunda instância mais alta do Judiciário brasileiro, possui 33 cadeiras. Duas delas estão desocupadas desde as aposentadorias das ministras Laurita Vaz, em outubro de 2023, e Assusete Magalhães, em janeiro do mesmo ano.
Uma dessas vagas deve ser preenchida por um membro do Ministério Público, enquanto a outra será ocupada por um juiz de um TRF (Tribunal Regional Federal).
Após as aposentadorias, o próprio STJ ficou encarregado de elaborar duas listas tríplices com os nomes dos candidatos e enviá-las ao presidente da República. Contudo, devido a disputas internas, as listas só foram finalizadas e encaminhadas em outubro.
Segundo membros do tribunal, um dos fatores que contribuíram para o atraso foi a realização de um pente-fino nos antecedentes dos candidatos, incluindo possíveis investigações policiais que já tenham enfrentado.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



