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GERALDO JR. OU ROBINSON ALMEIDA? QUEM TEM MAIS CACIFE PARA SER O CANDIDATO DA OPOSIÇÃO A BRUNO REIS

Redação - 13/11/2023 08:58 - Atualizado 13/11/2023

No que se refere à disputa pela Prefeitura de Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues e a base aliada do seu governo estão perdendo o “time”. Estamos nos idos de novembro e o martelo não foi batido: ainda não se sabe quem será o candidato da oposição que vai enfrentar o atual prefeito Bruno Reis. Nas cidades do interior, a urgência em definir o candidato não é tão premente, já que são cidades menores, de mais fácil mobilidade para os candidatos e onde o apelo da eleição municipal é muito grande e envolve rapidamente a população. Em Salvador, o tempo é outro, a política não está entre os principais interesses da maior parte da população, a ação da prefeitura já domina os bairros periféricos e apresentar a essas áreas um candidato novo e fazê-lo competitivo é um trabalho difícil e leva tempo. Por isso, o tempo do anúncio está se esgotando.

Anuncia-se que esta semana será decisiva e que o governador Jerônimo Rodrigues, bem como os líderes do PT, Jaques Wagner e Rui Costa, vão definir o nome nos próximos dias. É verdade que a disputa afunilou e a escolha será entre o deputado Robinson Almeida, do PT, e o vice-governador Geraldo Jr., do MDB. Apesar de todo esforço de Olívia Santana, seu nome não está no baralho da cabeça de chapa. Entre os que estão jogando, quem tem mais cacife? Geraldo Jr., ex-presidente da Câmara de Vereadores, parece ter mais vantagens nessa disputa. É um quadro político de Salvador, tem mais acesso aos edis, conhece a geografia da política soteropolitana e é mestre em conquistar aliados entre os cabos eleitorais da cidade. Ainda assim, vai enfrentar a máquina da prefeitura, disseminada em toda a cidade, e o prefeito, que é pré-candidato há quatro anos.

O deputado Robinson Almeida é praticamente desconhecido em Salvador, mas tem a seu favor o apoio do seu partido, o PT, e a possibilidade de fazer de Lula seu cabo eleitoral. Esses, no entanto, não são pontos decisivos se o critério for capacidade de mobilização eleitoral. Isso porque, diferente do interior onde a força de Lula foi determinante na eleição, em Salvador é a política do dia a dia e a vinculação com cabos eleitorais e vereadores, o que dá cacife eleitoral. E convenhamos, seja qual for o candidato, tanto o PT, quanto Lula, devem jogar sua força política na cidade, embora não se descarte uma revolta em parte da militância. Mas, vale lembrar, pode ser que o objetivo dos líderes do PT não seja ganhar a eleição, mas formar um quadro capaz de ser competitivo daqui a quatro anos.

Geraldo Jr. conta ainda com a possibilidade de sua escolha ser moeda de troca para o MDB desistir de concorrer em alguns municípios importantes do estado e apoiar o PT. E Robinson Almeida conta com o DNA do PT, que vai lutar até o fim para que um filiado ao partido assuma a cabeça de chapa.

Dito isso, resta lembrar que o ideal seria uma composição, não necessariamente entre os dois candidatos, mas entre os partidos capazes de fazer frente a um candidato que tem a máquina ao seu lado. (EP – 13/11/2023)

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