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A DISPUTA EM LAURO DE FREITAS: HÁ LIDERANÇAS, MAS FALTA DEFINIR OS CANDIDATOS

Redação - 21/08/2023 09:09 - Atualizado 21/08/2023

Se na disputa pela Prefeitura de Salvador existe uma grande interrogação em relação a quem será o candidato do PT que vai enfrentar o prefeito Bruno Reis, candidato à reeleição, (veja aqui), na disputa pela Prefeitura de Lauro de Freitas só existem interrogações e nenhuma certeza.

A cidade tem três grandes líderes políticos: a atual prefeita Moema Gramacho, aliada de primeira hora ao governador Jerônimo Rodrigues,  que representa o PT; o deputado João Leão, aliado de Moema e do PT nas últimas eleições, mas que apoiou ACM Neto na disputa para governador; e o próprio ACM Neto, que nas últimas eleições para governador teve quase 60% dos votos válidos.

O problema é que as três lideranças precisam escolher nomes de peso, mas não há nomes capazes de manter a enorme aliança que Moema tem hoje, nem a coligação necessária para eleger o candidato do União Brasil.

No âmbito da oposição, João Leão poderia até ser candidato, mas dificilmente entraria em uma disputa tão acirrada, preferindo cacifar um nome para a disputa. E ACM Neto precisa ter um candidato forte que lhe dê base política em Lauro de Freitas nas eleições para governador em 2026.

Moema não pode ser candidata, pois já foi reeleita, mas tem o desafio de escolher um nome competitivo para sua sucessão, não só porque Lauro de Freitas é uma cidade politicamente importante para o PT, mas também porque a prefeita quer ser a candidata do partido ao senado em 2026 e precisa mostrar que tem cacife.

No âmbito do PT, a prefeita Moema, tem pelo menos uma dezena de possibilidades: Lula Maciel,  Ailton Florêncio, Naide Brito, Inglid Leila e desculpe-nos os postulantes se esquecemos alguém.  Tem ainda os nomes do Republicanos, como o vice-prefeito, Vidigal Cafezeiro e o atual secretário de Serviços Públicos, Anderson Pinheiro Santos, Decinho, mas esse partido é hoje oposição a Lula e dificilmente teria a cabeça da chapa do PT.  E aí ainda vai entrar a preferência do governador Jerônimo Rodrigues e dos caciques do PT, Rui Costa e Jaques Wagner.

No União Brasil, o nome do empresário Teobaldo Costa (UB), que em 2020 disputou com Moema e teve quase 35% dos votos, está na mesa e ele já avisou que quer disputar o pleito. Mas, fontes políticas ligadas ao União Brasil, admitem que o partido desejaria ter um candidato mais leve, que representasse a renovação. Aliás, ninguém sabe muito bem porque Teobaldo Costa, o maior empresário do varejo baiano, dono do Atakarejo que é a maior empresa de varejo na Bahia (veja o faturamento aqui) quer ser prefeito de Lauro de Freitas. Mirela Macedo também sonha em ser candidata do União Brasil, mas teve apenas 9 mil votos na última eleição.

Na oposição, dois candidatos com forte componente de renovação poderiam liderar a oposição na disputa com o PT, mas ambos já descartaram a possibilidade. Do lado do PP, o nome natural seria Cacá Leão, mas, o ex-deputado, atualmente como secretário de Bruno Reis, já disse que essa hipótese não existe, embora seja o melhor nome do seu partido, inclusive para se cacifar em 2026. O outro nome seria o do deputado Léo Prates do PDT, que teve excelente votação no município, e seria um candidato com a cara de ACM Neto. Prates já declarou, no entanto, que a chance de ser candidato é nula. O deputado foca em Salvador e é um soldado do grupo de ACM Neto, mas perde uma oportunidade de se fortalecer como liderança que pode influenciar em 2026, ao invés de ficar na expectativa da sucessão de Bruno Reis em 2030. O PDT por enquanto apresenta o nome da vereadora Débora Régis para a mesa de negociações.

Já o  PSDB tem o nome de Matheus Reis, que foi candidato a prefeito em 2016 e vice-prefeito na chapa de Teobaldo em 2020. E no PL bolsonarista, João Roma terá dificuldades para articular um nome, mas terá candidato.

No frigir dos ovos, a disputa será entre o candidato de Moema e do PT, o candidato de ACM Neto do União Brasil e o candidato de João Leão, que pode ser o mesmo de Neto, naturalmente no meio de uma intensa negociação entre cada liderança para atrair os partidos.  Em política, tudo pode acontecer, mas no momento o cenário é esse. (EP – 21/08/2023)

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