ENTREVISTA COM KLÉBER ROSA CANDIDATO DO PSOL AO GOVERNO DO ESTADO

ENTREVISTA COM KLÉBER ROSA CANDIDATO DO PSOL AO GOVERNO DO ESTADO

Por: João Paulo Almeida

Bahia Econômica – Como o senhor avalia o cenário das primeiras pesquisas que o senhor aparece com porcentagem de intenção de voto muito baixa ?

Kléber Rosa – Estamos distantes das eleições e as pesquisas hoje refletem mais o conhecimento prévio dos nomes apresentados do que a realidade eleitoral que será mostrada em outubro. O PSOl está mais organizado, encarando as eleições de forma mais profissional e vai apresentar propostas que irão ao encontro dos anseios e necessidades da população. Há um grande espaço de crescimento de uma real plataforma de esquerda e temos certeza de que, nessas eleições, vamos mostrar que o PSOL pode vir a governar a Bahia.

Bahia Econômica – Quais estratégia o PSOL vai utilizar nas campanhas para conquistar votos?

Kléber Rosa – Vamos fazer uma campanha pautada na verdade sem deixar de lado as pautas históricas de nosso partido, mas com uma abordagem diferente, apresentando propostas, mostrando que podemos governar invertendo as prioridades olhando não para os grandes grupos econômicos como tem sido a tônica de todos os governos, mas sim para as reais necessidade da população. Vamos nos preocupar mais em falr com jovens, os negros, as mulheres, os indígenas e todos aqueles que vem sendo deixado à margem das ações dos governos.

Bahia Econômica – Existe a possibilidade do Psol apoiar Lula ou Jerônimo num eventual segundo turno no estado?

Kléber Rosa – A Conferência eleitoral do PSOL, realizada no final e Abril em São Paulo, definiu pelo apoio à candidatura de Lula, um apoio crítico e responsável, pois sabemos que temos no Brasil uma polarização nacional e que do outro lado estão os verdadeiros inimigos da democracia e do povo brasileiro. Nesse sentido apoiar Lula logo no primeiro turno foi uma decisão do PSOL em nome da urgência em superar a tragédia do bolsonarismo. Quanto à Bahia, é normal que num segundo turno as forças progressistas ampliem espaços de diálogos. No entanto considero precoce antecipar qualquer debate sobre isso, há ainda um cenário de muitas indefinições. Se eu for ao segundo turno abriremos diálogo com os partidos do campo progressista, da mesma forma estaremos dispostos ao diálogo.

Bahia Econômica – Segundo números de indicares nacionais a Bahia tem a pior educação do país. Como o senhor pretende resolver o problema?

Kléber Rosa – Sou professor, Cientista Social e servidor público do Estado. Por isso, não vejo como separar os maus resultados da educação na Bahia da triste realidade que é a falta de valorização dos profissionais da Educação, assim como aconteceu com todos os servidores públicos da Bahia que passaram sete anos sem reajustes em seus salário. Não há boa educação sem a valorização do professor, sem que ele tenha boas condições de trabalho, sem que as escolas estaduais tenham uma boa estrutura em todo a Bahia. Vamos enfrentar com toda a coragem o desfaio de melhorar a Educação da Bahia. E isso vai começar pela valorização de quem ama e faz da educação o seu ofício de vida.

Bahia Econômica – Caso eleito o senhor vai herdar algumas obras importantes para o estado. Como o senhor analisa a atual situação da Ponte Salvador Itaparica ?

Kléber Rosa – Quando se fala em obras públicas, precisamos falar de prioridades. A prioridade de um governo do PSOL vai ser trabalhar em favor das reais necessidades da população e não como acontece agora, onde são os grandes grupos econômicos que pautam as obras para os governos. Eu peço a reflexão dos eleitores, o que é mais importante. Gastar bilhões de reais numa ponte ou num sistema de transporte como BRT que até agora só criou problemas para a população e para o meio ambiente, ou a prioridade deveria ser construir casas populares, melhorar a saúde, a educação? Governar é definir prioridades e a prioridade de um governo do PSOL será melhorar a vida das pessoas mais carentes, a maioria da população baiana.

Foto: divulgação