BAHIA É O ESTADO COM MAIOR NÚMERO DE MORTES NO PAÍS, DIZ ESTUDO

BAHIA É O ESTADO COM MAIOR NÚMERO DE MORTES NO PAÍS, DIZ ESTUDO

O número de assassinatos no país continua em queda em 2022, segundo dados do índice nacional de homicídios criado pelo g1, a Bahia é o estado com maior número de mortes. Foram contabilizadas 1.326 mortes nos três primeiros meses deste ano. Pernambuco: 963 mortes, São Paulo: 812 mortes, Rio de Janeiro: 781 mortes e Ceará: 755 mortes completam a lista. No Brasil, foram 10,2 mil assassinatos nos três primeiros meses deste ano, o que representa uma baixa de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Estão contabilizadas no número as vítimas dos seguintes crimes: homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios (roubos seguidos de morte), lesões corporais seguidas de morte

Porém, segundo a pesquisa, em 2021, o Brasil teve uma queda de 7% no número de assassinatos, como apontou um levantamento exclusivo do Monitor da Violência. Foram 41,1 mil mortes violentas intencionais no país no ano passado, o menor número de toda a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que coleta os dados desde 2007.

Segundo especialistas do FBSP e do NEV-USP, o menor número de mortes é motivado por um conjunto de fatores, incluindo: mudançs na dinâmica d mercado de drogas brasileiro; maior controle e influência dos governos sobre os criminosos; apaziguamento de conflitos entre facções; políticas públicas de segurança e sociais; e redução do número de jovens na população.

Os dados do primeiro trimestre de 2022 apontam que:

  • houve aproximadamente 10,2 mil assassinatos nos primeiros três meses deste ano, quase 700 mortes a menos que no mesmo período de 2021;
  • na contramão do país, cinco estados registraram alta nas mortes: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí e Rondônia;
  • Acre teve a maior queda: 30%
  • Rondônia teve o maior aumento nos crimes: 48%

O levantamento, que compila os dados mês a mês, faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do g1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Foto: divulgação