Na mais grave crise hídrica dos últimos 91 anos, os reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por mais da metade do potencial de geração de energia do país, receberam mais chuva que o esperado em outubro. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível dos reservatórios dessas duas regiões chegou a 18,2%, maior que os 12,8% e 17,8% previstos anteriormente. Foi ainda 1,5 ponto percentual maior que obtido em setembro. Especialistas já esperavam um aumento no regime de chuvas ao longo do mês de outubro. Mas será preciso esperar ainda o volume de chuvas em novembro e dezembro, meses considerados críticos por esses especialistas.
Destaque para o reservatório da Usina de Marimbondo, que em setembro registrava 8,07% e chegou em outubro a 14,79%.É aumento de 83,27%. O reservatório da Usina Barra Grande também apresentou melhora, saindo de 43,74% em setembro deste ano para 61,72% no mês de outubro, crescimento de 41,11% no último mês. Segundo a programação mensal do ONS, em novembro a recuperação do nivel dos reservatórios pode continuar. Não é só falta de chuva: Entenda em oito pontos como o Brasil está, de novo, à beira de um racionamento
No Sudeste e Centro-Oeste, a perspectiva é que o volume de chuvas fique 106% da média histórica. Assim, o nível dos reservatórios deve fechar o mês em 18,7% da capacidade. O boletim aponta ainda que os reservatórios do Sul chegarão ao fim do mês de novembro atingindo 45,6% de sua capacidade. Norte e Nordeste tiveram recuo em suas usinas em outubro, com o menor volume de chuvas. Para novembro, a perspectiva de menos chuva no Nordeste.
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