PESOS PESADOS DA ECONOMIA LANÇAM CARTA QUE PEDE AÇÕES E SERIEDADE NA POLÍTICA

PESOS PESADOS DA ECONOMIA LANÇAM CARTA QUE PEDE AÇÕES E SERIEDADE NA POLÍTICA

 Ontem foi divulgada uma  “carta de banqueiros e economistas” que pela força de quem a assina tem enorme importância política. A carta é uma espécie de passeata, pois colocou na rua protestando contra a política do Presidente Bolsonaro banqueiros, empresários e economistas que, por sua trajetória, jamais poderiam ser chamados de simpatizantes da esquerda ou de esquerdopatas.

Assinam a carta, entre outros, os presidente do  conselho de administração do Itaú Unibanco), o presidente do Credit Suisse, Octavio de Barros, antigo economista-chefe do Bradesco,  ex-presidentes do Banco Central,  como Armínio Fraga, Affonso Celso Pastore, Gustavo Loyola e Ilan Goldfajn — e ex-ministros da Fazenda, como Pedro Malan, Marcílio Marques Moreira e Ruben Ricupero.

Além deles, o grupo , liderado pelo empresário, Elvaristo do Amaral,  tem como apoiadores Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, Hélio Magalhães, ex-presidente do Citi e presidente do conselho de administração do Banco do Brasil, Helena Nader, vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências, Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo, e Fabio Barbosa, membro do Conselho das Nações Unidas, entre outros empresários e personalidades

Empresário desse calibre avisam na carta que:

“A redução do nível da atividade nos custou uma perda de arrecadação tributária apenas no âmbito federal de 6,9%, aproximadamente R$ 58 bilhões, e o atraso na vacinação irá custar em termos de produto ou renda não gerada nada menos do que estimados R$ 131,4 bilhões em 2021, supondo uma recuperação retardatária em 2 trimestres.”

E lembram que:

“A situação econômica e social é desoladora. O PIB encolheu 4,1% em 2020 e provavelmente observaremos uma contração no nível de atividade no primeiro trimestre deste ano. A taxa de desemprego, por volta de 14%, é a mais elevada da série histórica, e subestima o aumento do desemprego, pois a pandemia fez com que muitos trabalhadores deixassem de procurar emprego, levando a uma queda da força de trabalho entre fevereiro e dezembro de 5,5 milhões de pessoas.”

Depois disso denuncia o falso dilema entre salvar vidas e garantir o sustento da população vulnerável, mostra que as políticas públicas precisam estar alicerçadas em dados, informações confiáveis e evidência científica e que não há mais tempo para perder em debates estéreis e notícias falsas.

Finaliza dizendo que o Brasil exige respeito e defendendo quatro medidas efetivas:

1 – acelerar o ritmo de vacinação;

2 – incentivar o uso de máscaras, com distribuição gratuita das mesmas, com uma campanha nacional em favor do seu uso.

3 – implementar medidas de distanciamento social, com coordenação local.

4 – que haja uma efetiva coordenação nacional de combate à pandemia;

A carta não é um documento econômico. É uma posição política de grande parte dos empresários e mostra que o país precisa voltar a ser um país normal, discutindo suas questões sem a infantilidade de declarações extra ciência, sem a polarização que chega às raias da violência e sem colocar os interesses eleitorais acima dos interesses do Brasil.