

Em relação a matéria publicada no Bahia Econômica informando que a Bahia está em 22º lugar em realização de testes de Covid-19 (aqui), a Secretaria de Saúde do Estado encaminhou correspondência ao portal questionando o site https://covid19br.wcota.me/ no qual se baseou a reportagem. Questionado pelo portal sobre qual número de testes efetivamente aplicado,a Sesab informou que o boletim epidemiológico indica o número de exames moleculares (RT-PCR) e que na segunda-feira (6) foram contabilizados 114.668 exames.Informou ainda que o Governo da Bahia não adquiriu e não realiza testes rápidos devido a baixa acurácia em seus laboratórios. “Optamos por identificar a circulação do vírus ativo e adotar as medidas de contenção e controle em conjunto com os gestores municipais ao invés de rastrear o percentual da população imunizada”, afirma a Sesab.
Segundo a secretaria, o Ministério da Saúde adota essa estratégia e enviou 509.020 testes rápidos para a Bahia, que foram integralmente distribuídos aos municípios, mas que não tem quantitativos a apresentar.
Isso significa que o número de testes realizado pela Sesab, apenas (RT-PCR), é ainda menor do que o detectado pelo site, ou seja, 114.688 e que não há informações sobre resultado dos testes disponibilizados pelo Ministério da Saúde.
Em relação aos fato de nas últimas duas semanas epidemiológicas, a Sesab ter incluído casos ocorridos há mais de 30 dias, o que distorceria a análise de tendência, (aqui) a secretaria limitou-se a informar:
“A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia (Divep) realiza todos os dias as extrações dos dados dos sistemas federais e-SUS VE, SIVEP-Gripe e Gal desde o primeiro dia do ano até o dia atual. Vale ressaltar que o primeiro caso na Bahia ocorreu em 6 de março. Dessa forma, a Divep consegue abranger todas as notificações do período, no entanto, alguns municípios por falta de recursos humanos não conseguem atualizar os sistemas em tempo hábil.”