sexta, 12 de junho de 2026
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EM MAIO, INFLAÇÃO DA RM SALVADOR TEM 2ª DESACELERAÇÃO CONSECUTIVA E FICA EM 0,51%, 4ª MENOR DO PAÍS

João - 12/06/2026 11:36

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, calculado pelo IBGE, ficou em 0,51% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O indicador teve uma segunda desaceleração seguida frente ao mês anterior (aumentou menos): havia sido de 1,47% em março e 0,64% em abril.

Assim, a inflação de maio na RM Salvador ficou abaixo do resultado do país como um todo (0,58%) e foi a 4ª menor entre os 16 locais pesquisados separadamente pelo IBGE. Todos registraram alta média de preços no mês, com os maiores índices nos municípios de Campo Grande/MS (1,31%) e Aracaju/SE (1,31%) e na RM Recife/PE (0,95%). Abaixo de Salvador, ficaram apenas a RM Curitiba/PR (0,29%), a Grande Vitória/ES (0,32%) e a RM Belo Horizonte/MG (0,34%).

Com o resultado de maio, o IPCA da Região Metropolitana de Salvador acumula alta de 3,57% nos primeiros cinco meses de 2026. É a 7ª maior inflação acumulada do país, mantendo-se acima do índice nacional (3,20%).

Nos 12 meses encerrados em maio, o índice acumula alta de 4,67% na RM Salvador. Seguiu em aceleração (aumentou mais) frente ao registrado em abril (quando havia sido 4,51%), mas voltou a ficar abaixo do registrado no Brasil como um todo (4,72%), sendo o 7º maior entre os 16 locais pesquisados.

O quadro a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês e nos acumulados no ano e nos 12 meses encerrados em maio de 2026.

A inflação de maio na Região Metropolitana de Salvador (0,51%) resultou de altas em sete dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, mas foi puxada para cima, mais uma vez, pelos preços dos alimentos e da habitação.

Grupo com o maior peso no consumo das famílias na RMS, os alimentos e bebidas (1,69%) tiveram o segundo maior aumento e exerceram a maior pressão inflacionária na região, em maio. Os preços dos alimentos, em geral, voltaram a acelerar, subindo mais do que em abril (quando a alta havia sido de 1,01%) e registrando seu maior IPCA para um mês de maio em 18 anos, desde o 1,86% de 2008.

A alta foi puxada sobretudo pelos alimentos comprados para consumo em casa (2,03%), principalmente tubérculos, raízes e legumes (21,97%) como a batata-inglesa (42,85%) e o tomate (22,43%), mas também por itens como o leite longa vida (7,25%) e carnes (1,01%) como a costela (3,84%).

A energia elétrica foi justamente o item que, individualmente, mais puxou para cima o custo de vida na Região Metropolitana de Salvador, em maio, impactando também nos preços do grupo habitação (1,97%), o que mais aumentou no mês.

A alta da energia, na RMS, se deu pela combinação do reajuste de 4,78%, a partir de 22 de abril, e da vigência, no mês de maio, da bandeira tarifária amarela, com acréscimo, na conta de luz, de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.

Em termos de impacto individual no custo de vida, o perfume (6,30%) veio logo abaixo da energia, ajudando a puxar para cima os preços do grupo saúde e cuidados pessoais (1,1%), que teve a terceira maior alta em maio, na RMS.

Por outro lado, apresentando sua segunda deflação (queda média de preços) consecutiva, o grupo transportes (-1,81%) foi o principal responsável pela desaceleração do custo de vida na RM Salvador, em maio.

Os combustíveis (-3,90%) deram a maior contribuição no sentido de segurar a inflação dos transportes, com força maior da gasolina (-3,45%, item que individualmente mais puxou o IPCA da RMS para baixo) e do etanol (-9,64%), mas influência importante também do óleo diesel (-3,79%).

Os artigos de residência (-0,4%) também registraram leve deflação, com influência maior de móveis para a sala (-2,52%) e televisores (-0,66%).

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da Região Metropolitana de Salvador ficou em 0,65%, também mostrando uma segunda desaceleração consecutiva frente ao mês anterior (havia sido de 1,52% em março e 0,77%, em abril).

O indicador, porém, ficou bem acima do IPCA (0,51%) e foi o 8º entre os 16 locais pesquisados, sendo igual o registrado no Brasil como um todo (0,65%).

O INPC mede a inflação das famílias com menores rendimentos (até 5 salários-mínimos), sendo a pessoa responsável pelo domicílio assalariada.

No acumulado nos primeiros cinco meses de 2026, o índice da RM Salvador está em 3,86%, superior ao nacional (3,36%) e o 6º maior dentre os locais pesquisados. Nos 12 meses encerrados em maio, acumula alta de 4,50% e é o 7º mais alto, mantendo-se acima do visto no Brasil como um todo (4,42%).

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

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