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ARMANDO AVENA: UM PROJETO PARA A BAHIA

Redação - 07/09/2018 09:20

 

A Bahia precisa de um novo projeto econômico, pois está perdendo peso relativo em relação ao resto do Brasil, crescendo menos que a economia nacional. Entre 2006 e 2016, por exemplo, o crescimento acumulado do PIB baiano foi de 20,4%, bem abaixo do crescimento nacional, que foi de 26,6%, segundo dados da SEI – Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais. O baixo crescimento da economia estadual no período fez com que a Bahia, que era o 6º maior PIB do pais, perdesse a posição para Santa Catarina e, se nada for feito, cairemos nos próximos 2 ou 3 anos para o 8º lugar no ranking nacional perdendo posição para o Distrito Federal. No Nordeste, a participação do PIB estadual no PIB nordestino caiu de 30,4% para 27,8% no mesmo período. Os números servem de alerta aos candidatos e desaguam em uma constatação: a Bahia precisa de um novo projeto de desenvolvimento.

O crescimento econômico do nosso Estado se deu, tradicionalmente, através de ciclos e, nos últimos cinquenta anos, esses ciclos foram construídos através do processo de planejamento e da ação política. Foi assim com a implantação da Refinaria Landulfo Alves, que fundou o setor industrial baiano e  com o Centro Industrial de Aratu e o Pólo Petroquímico de Camaçari. Todas essa iniciativas foram resultantes de ação política e estratégica do governo do Estado e o mesmo aconteceu quando da implantação do complexo automobilístico da Ford e de outras cadeias produtivas, como a de calçados, pneumáticos e papel e celulose. Mesmo na área agrícola, foi o governo do estado que criou o ambiente propício a agricultura moderna com a implantação do programa de desenvolvimento do Oeste baiano.

Aliás, o ex-governador Antônio Carlos Magalhães, que na última terça-feira estaria completando 91 anos e com seu tino administrativo sabia como ninguém que os estados do Nordeste só conseguem superar o crescimento nacional quando o governo estadual assume a liderança de projetos estruturantes, foi quem liderou todas essas ações. O que Bahia fez no passado, Pernambuco está fazendo atualmente com o governo local viabilizando um polo automobilístico, investindo maciamente num porto moderno, atraindo indústrias e investindo em infraestrutura.  A Bahia precisa fazer o mesmo. A economia baiana sempre cresceu fundada em projetos estruturantes e na criação de infraestrutura, por isso, precisamos de um novo programa econômico e de agilizar a construção da infraestrutura que vai estimular esse avanço da economia. É verdade que houve algumas ações importantes como a criação do parque eólico e a implantação da Basf, mas a anunciada vinda da JAC Motors e Foton  não vingou, a implantação da Bamin Mineração está em compasso de espera; o porto de Aratu permanece sem modernização, a ferrovia Oeste Leste arrasta-se lentamente e o porto Sul sequer começou.

É preciso, portanto,  construir um novo projeto para a Bahia que contemple formas de agilizar essas ações e foque o desenvolvimento em outras áreas, estimulando por exemplo, a integração e adensamento do parque industrial existente, a atração  e s montagem de um novo parque industrial da chamada indústria 4.0. Em resumo: precisamos de um novo projeto de desenvolvimento para a Bahia e os candidatos ao governo do Estado precisam parar de se auto elogiar e  apresentar propostas efetivas no horário eleitoral.

                                             O ESTALEIRO PODE VOLTAR

O estaleiro Enseada, que chegou a empregar 5 mil pessoas na região de Maragogipe, se reestruturou em termos operacionais e financeiros e está pronto para retomar as atividades. Além de estar participando do chamamento público para a construção de navios de guerra para a Marinha brasileira, um investimento de US$ 1,6 bilhão, a empresa vai começar a operar um terminal de granéis líquidos que já está licenciado pelo Inema e tem capacidade para 50 mil metros cúbicos, constituindo-se em uma alternativa para quem utiliza o Porto de Aratu.

                                       ELEICÕES 2018: COMEÇA A DEFINIÇÃO

A Pesquisa Ibope, contratada pela TV Globo e divulgada na última quarta-feira indica que a eleição afunilou, com Jair Bolsonaro provavelmente presente no segundo turno e a segunda vaga sendo disputada entre Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva e Fernando Haddad. Segundo a pesquisa, no segundo turno Jair Bolsonaro perderia para qualquer um deles a exceção de Fernando Haddad com quem aparece tecnicamente empatado. Mas, atenção,  segundo turno zera tudo.

                                              A BAHIA EM SÃO PAULO

Mais uma empresa com sotaque baiano está fazendo sucesso em São Paulo. Trata-se da Opening – Comunicação Integrada, que tem como sócio o baiano Fausto Franco, que durante 16 anos trabalhou na gestão de marca e carreira da banda Chiclete com Banana. Especializada em estratégia de marca, gestão de imagem e em produção e execução de eventos e empresa mostra que em se tratando de comunicação baiano é mestre.

                                                     CENTRO DE CONVENÇÕES

Começou na última quinta-feira a construção do Centro de Convenções pela Prefeitura de Salvador. Em forma de pomba, com duas fachadas, uma para praia e outra para a avenida, e com espaço para shows, o novo centro vai permitir que Salvador volte a liderar o turismo de negócios no Nordeste. Mas vale lembrar que o atual Centro de Convenções, um patrimônio arquitetônico da Bahia, único no Brasil, precisa ser preservado e em hipótese alguma pode ser derrubado para dar lugar as torres horríveis de um megaprojeto imobiliário hoje em estudo.

                                                     MAIS VENDIDOS

Quero agradecer a quase uma centena e meia de amigos que me deram a satisfação de estar presentes no lançamento do meu livro: Maria Madalena – O Evangelho Segundo Maria (A História Contada pelas Mulheres). O livro está entre mais vendidos em Salvador e São Paulo.

 

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