PANORAMA DO MERCADO : A VOLATILIDADE CONTINUA

PANORAMA DO MERCADO : A VOLATILIDADE CONTINUA

Tivemos a quarta semana seguida de forte realização para a bolsa brasileira, o pânico continuou ditando o rumo dos mercados, levando o Ibovespa a uma realização de -5,56%.

No Brasil, a incerteza tomou conta e o mercado passou a precificar um cenário de altíssimo risco, o juros futuro chegou a projetar que a Selic vai terminar o ano em 7,50%, ou seja, o Banco Central (BC) terá que subir a Selic em 1% nos próximos seis meses, num cenário que a atividade econômica permanece muito fraca. O dólar explodiu, chegando a ser cotado próximo dos R$ 4,00. Enfim, depois da mudança de postura do BC na última reunião de maio e das greves dos caminhoneiros, que expôs as dificuldades internas do país, além de antecipar o debate eleitoral, trazendo força para a campanha de dois candidatos com propostas “teoricamente” contra o mercado (Ciro e Bolsonaro), o preço dos ativos perdeu a referência ficando completamente sem rumo. Para tentar conter a volatilidade, o Tesouro e o Banco Central adotaram medidas mais firmes que ampliaram a liqu idez e ajudaram a conter, pelo menos na sexta feira as medidas fizeram efeito, contendo a alta do dólar e dos juros futuros.

No cenário internacional, os emergentes continuaram sofrendo com a fuga de recursos e alta do dólar. Nos EUA, os mercados tiveram uma semana mais amena com as bolsas voltando para patamar de máxima histórica.

Na semana que se inicia, do destaque será a reunião do Fomc nos EUA, onde a autoridade monetária vai definir a taxa de juros, além de sinalizar qual será seus próximos passos, o cenário mais provável continua sendo de três subidas até o final do ano. Vale também ficar atento ao histórico encontro entre Trump e o ditador da Corea do Norte. No Brasil, vamos observar se as ações do Tesouros e do BC vão continuar fazendo efeito.

 

Momento do Mercado

 O suporte dos 76 mil pontos foi rompido, levando os preços rapidamente até a outra importante zona de suporte entre 72,4 e 70,8 mil pontos (faixa azul no gráfico). Nesse patamar o Ibovespa encontro compradores durante dois dias seguidos e terminou a semana nos 72,8 mil pontos. O cenário continua bastante arriscado e o movimento só voltará a ficar favorável para a recuperação, caso uma nova tendência de alta seja formada. Contudo, vale lembrar que quanto maior o risco, maior o retorno, aqueles se aventurarem podem ter grandes ganhos ou perdas.

Caso a zona de suporte seja realmente respeitada, o próximo objetivo estará nos 78,8 mil pontos.

Caso o suporte esteja perdido, o próximo objetivo estará nos 69 mil pontos.

 

LUCAS LEAL

 

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