COLUNA ARMANDO AVENA

ARMANDO AVENA: UMA PANDEMIA NAS FINANÇAS PESSOAIS

Uma pandemia atingiu em cheio as finanças pessoais dos brasileiros. Milhares de pessoas foram infectadas pelo vírus do desemprego e da inatividade econômica e, aqueles que tinham algum dinheiro no mercado financeiro, foram contaminadas pelo vírus do juro baixo. O Banco Central cortou a taxa Selic para 3% ao ano pensando em estimular a economia, num movimento clássico em momentos de recessão. Mas em tempos de pandemia seu efeito é

JORNAL A TARDE - ARMANDO AVENA : APÓS A PANDEMIA... O MUNDO VAI CONTINUAR O MESMO

São muitas as previsões de como será o mundo e a economia após a pandemia. O fim do processo de globalização, o retorno aos valores locais, a redução no comércio exterior e até o aparecimento de um “novo homem” estão sendo vaticinados. Infelizmente, ou felizmente, nada disso vai acontecer e após a pandemia o mundo … vai continuar mais ou menos o mesmo. Pandemias e guerras podem mudar as relações

ARMANDO AVENA: SALVADOR E A FLEXIBILIZAÇÃO DO ISOLAMENTO

A taxa de crescimento do número de casos de Covid-19 em Salvador está mais elevada que a média nacional e, mantida nesse patamar, ao final de maio a demanda por leitos de UTI será maior que o estoque disponível. Isso significa que o isolamento, bem como o uso de máscaras, permanece sendo fundamental, para evitar a ampliação do número de mortes. Portanto, o Prefeito ACM Neto agiu corretamente ao não

ARMANDO AVENA - NAPOLEÃO E A COVID-19

Publicado no jornal A Tarde Quando as tropas de Napoleão invadiram a Rússia em 1812, Napoleão Bonaparte  comandava o invencível exército da França e desafiava os impetuosos russos para a luta. Mas lutar sem armas contra um inimigo muito mais poderoso seria apenas uma bravata que resultaria em milhões mortos. Por isso, o comandante russo, Marechal Kutuzov, usou a única arma disponível: a racionalidade. E montou uma estratégia: “recuar sem

O DIÁRIO DA PESTE - ARMANDO AVENA

Tempos de pandemia são tempos de quarentena e, em isolamento, só a arte é capaz de matar o tempo. Acho que foi por isso que Pampinéa, após fugir da peste, refugiando-se nas colinas de Florença, propôs as  seis moças e aos três rapazes que a acompanhavam; que passassem o tempo contando histórias e tantas e tão interessantes eram, que após atingirem a centena tornaram-se o Decamerão, de Giovanni Boccaccio.  Quase

JORNAL A TARDE: ARMANDO AVENA - OS BANCOS GANHAM COM A PANDEMIA

Enquanto o setor produtivo da economia brasileira luta para sobreviver à pandemia, 3 bancos privados – Bradesco, Itaú e Santander – agem como se fosse hora de ganhar dinheiro. E, enquanto na propaganda televisiva dizem estar prontos “para cuidar de todos” ou  “superar esse momento”, na vida real aumentam os juros e os spreads e exigem garantias impossíveis de cumprir em tempos de pandemia, emperrando as linhas de créditos que

ARMANDO AVENA: O DINHEIRO DO GOVERNO FICOU PARADO NOS BANCOS E PODE HAVER QUEBRADEIRA DE EMPRESAS

O governo federal jogou trilhões no mercado bancário e reduziu o depósito compulsório na vã esperança de que os bancos emprestassem esse dinheiro para os empresários. Mas quase nada chegou às mãos das empresas brasileiras, sejam elas grandes ou pequens. Pelo contrário, os bancos aumentaram os juros, elevaram os spreads e exigem cada vez mais garantias. E pegam todo dinheiro e aplicam em Títulos do Tesouro e ganham bilhões com

COLUNA NO JORNAL A TARDE : ARMANDO AVENA - O CORONAVÍRUS E A ECONOMIA BAIANA

Assim como no restante do Brasil, o impacto do coronavírus na economia baiana será dramático. Em primeiro lugar, porque a Bahia tem 70% do seu PIB gerado no setor serviços, composto na sua maior parte por trabalhadores informais e micro e pequenas empresas. São os ambulantes e prestadores de serviços e milhares de bares, restaurantes, academias, salões de beleza e outros que vão ter a procura por seus serviços drasticamente

COLUNA NO JORNAL A TARDE: ARMANDO AVENA -O TEMPO, A ECONOMIA E O ISOLAMENTO

O tempo é um devorador de coisas, dizia Ovídio, e, na luta contra o coronavírus, ele precisa ser levado em conta. O presidente Bolsonaro, por exemplo, em vez de condenar de forma irresponsável o isolamento social, deveria estar discutindo medidas e ações para torna-lo o mais breve possível. O isolamento é a única ferramenta disponível para enfrentar a pandemia, pois achata a curva de contágio, evita o colapso do sistema