

Os últimos dados do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo) nominal, que considera a participação das atividades no volume total de vendas do comércio varejista medido pelo IBGE, apresenta previsão de crescimento de 1,6% em maio, 3,6% em junho e 3,0% em julho, sempre em relação aos mesmos meses do ano anterior. Em abril, houve alta de 1,8%. Já os dados apresentados pelo IAV-IDV, ajustados pelo IPCA, apontam queda de 2,9% em maio, 1,0% em junho e 1,6% em julho. Em abril, houve alta de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2025.
Em abril, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FGV, avançou 1,0 ponto, alcançando para 89,1 pontos, o maior nível desde dezembro de 2025. Já o IPCA cresceu 0,67% em abril, sendo que a maior variação foi registrada no grupo de alimentação e bebidas, seguido por saúde e cuidados pessoais. Juntos, os dois grupos representaram, aproximadamente, 67% do resultado do mês. No acumulado em 12 meses, o IPCA cresceu 4,39%.
“Com relação à taxa Selic, o Copom a reduziu em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. Esse foi o segundo corte consecutivo realizado na taxa, que totaliza queda acumulada de 0,50 p.p. em 2026. Em sua ata, o Copom reforçou o prosseguimento do ciclo de calibração sem prever uma cláusula de saída ou indicação prévia sobre o ritmo e a extensão dos próximos passos. O racional da decisão combinou evidências de transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade, inflação recente mais forte e um ambiente ainda marcado por elevada incerteza externa”, explica Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encerrou 2025 com crescimento de 2,3%. Em valores correntes, o PIB de 2025 alcançou R$ 12,7 trilhões. As três atividades econômicas analisadas pelas Contas Nacionais Trimestrais do IBGE cresceram com relação a 2024: agropecuária (11,7%), serviços (1,8%) e indústria (1,4%). Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,3% em relação a 2024, com a melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda. Porém, a taxa de crescimento desacelerou em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos adversos da política monetária contracionista. O consumo do governo, por sua vez, cresceu 2,1%. Já a formação bruta de capital fixo cresceu 2,9%, puxada pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software.
As projeções são feitas a partir dos dados individuais que cada associado do IDV informa em relação à sua expectativa de faturamento para os próximos três meses. Esse conjunto de empresas que compõem o índice possui representantes em todos os setores do varejo e corresponde a, aproximadamente, 20% das vendas no varejo brasileiro.
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