quarta, 27 de maio de 2026
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PRÉVIA DA INFLAÇÃO EM SALVADOR SOBE 0,69% EM MAIO E ALIMENTOS TÊM MAIOR ALTA EM SEIS ANOS

Bruna Carvalho - 27/05/2026 13:00

A prévia da inflação de maio na Região Metropolitana de Salvador (RMS) ficou em 0,69%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).

Apesar de representar desaceleração em relação a abril, quando o índice havia sido de 1,19%, o resultado da capital baiana e região metropolitana ficou acima da média nacional, que registrou 0,62%.

Entre os 11 locais pesquisados pelo IBGE, a RMS teve o quarto maior índice do país, atrás apenas de Goiânia (1,41%), Fortaleza (0,93%) e Belém (0,75%).

O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial e considera os preços coletados entre os dias 16 de abril e 15 de maio.

Com o resultado de maio, a inflação acumulada na Região Metropolitana de Salvador chegou a 3,54% nos cinco primeiros meses de 2026, acima da média nacional de 3,02%.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice da RMS ficou em 4,65%, praticamente igual ao registrado no Brasil como um todo, de 4,64%.

O principal impacto na inflação da região veio do grupo alimentação e bebidas, que subiu 2,04% e registrou o maior aumento mensal em mais de seis anos, desde janeiro de 2020. Segundo o IBGE, foi também a maior alta para um mês de maio em 25 anos.

A elevação foi puxada principalmente pelos preços da alimentação no domicílio, que avançaram 2,42%.

Entre os produtos que mais subiram estão o leite longa vida (13,07%), tomate (18,16%), batata-inglesa (29,94%), cebola (22,93%) e cenoura (32,72%).

Segundo o levantamento, os dez itens com maiores altas de preços em maio na RMS foram alimentos.

O grupo habitação também teve forte impacto na inflação, com alta de 2,36%, impulsionada principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial (5,97%) e do gás de botijão (4,27%).

Por outro lado, o grupo transportes apresentou queda de 1,41%, registrando a maior redução mensal em quase três anos na região.

A baixa foi influenciada principalmente pela redução nos preços dos combustíveis, especialmente gasolina (-3,38%) e etanol (-6,52%).

O grupo comunicação também registrou deflação de 0,08%, puxada pela queda nos preços de aparelhos telefônicos (-0,59%).

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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