Os produtos industriais da Bahia são os que tendem a sofrer os maiores impactos com o tarifaço anunciado pelos Estados Unidos, pois são os que têm maior dependência do mercado americano e a maioria deles não aparece entre as principais exceções às novas tarifas. Cerca 90% das exportações baianas para os EUA são industriais, e aproximadamente 63% desse total forma tarifados.
Os principais setores industriais afetados são:
- Produtos químicos e petroquímicos e toda a cadeia de produção: Resinas, solventes, intermediários químicos e especialidades químicas tendem a perder competitividade no mercado americano.
- Pneus, inclusive a fábrica da Bridgestone em Camaçari.
- Derivados de cacau: produtos como manteiga de cacau, liquor de cacau e chocolates industrializados entram entre os mais vulneráveis.
- Produtos industriais ligados ao petróleo: alguns derivados refinados e produtos petroquímicos podem sofrer redução das vendas, dependendo da classificação tarifária e das exceções previstas.
- Plásticos e artefatos plásticos
Por outro lado, alguns produtos importantes da pauta baiana tiveram tratamento diferenciado ou ficaram entre as exceções previstas nas medidas americanas, reduzindo parcialmente o impacto sobre determinados segmentos. Os principais beneficiados são:
- Celulose
- Minérios e minerais: grafite; caulim; fosfatos; sulfato de bário; magnésite; amianto; mica; minérios de ferro, cobre, níquel, cobalto, alumínio, zinco, estanho, cromo, tungstênio, urânio e titânio.
- Combustíveis e óleos: carvão; linhite; turfa; coque; benzeno; tolueno; xilenos; naftaleno; petróleo bruto e refinado; óleos para motores e lubrificantes; biodiesel; gás natural; propano; butanos.
- Produtos químicos: iodo; gases raros; ácidos clorídrico, sulfúrico e fosfórico; óxidos metálicos; hidrocarbonetos; derivados halogenados; álcoois; fenóis; éteres; cetonas; ácidos carboxílicos; vitaminas; hormônios; antibióticos (muitos classificados como Pharma).