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PESQUISA MOSTRA BRASILEIROS CAUTELOSOS COM O FIM DA ESCALA 6X1

João - 26/05/2026 08:00

O desejo por mais qualidade de vida esbarra no receio com o bolso e com o emprego. A nova pesquisa exclusiva AtlasIntel/A Tarde revela que os brasileiros adotaram uma postura cautelosa diante do debate nacional sobre o fim da escala 6×1. Embora a redução da jornada de trabalho seja vista com simpatia pelo ganho social, o levantamento acende um sinal amarelo: a maior parte da população teme os reflexos da medida na inflação, no fechamento de pequenas empresas e na geração de novos postos de trabalho.

Entre indecisos (10.4%) e contrários (33.4%), 43.8% se posicionam de forma cautelosa com relação ao tema, que deve mexer com a economia e a dinâmica das empresas e estabelecimentos comerciais. O mesmo questionamento também mostra que 56.2% dos entrevistados são favoráveis.

Cautela no Congresso

Para 53.0% dos entrevistados, o Congresso só deve pautar o tema e aprovar as prováveis mudanças após a realização de um estudo aprofundado sobre os impactos da alteração, enquanto 42.3% dos entrevistados afirmam que não. Aqueles que não sabem responder são 4.6%.

Poder de compra e impactos da mudança

A AtlasIntel/A Tarde também questionou aos entrevistados se eles são favoráveis ou contrários a um novo modelo de escala de trabalho, mesmo que as alterações tragam impactos como perda do poder de compra e fechamento de empresas, frutos da redução da jornada.

Cerca de 27.3% dos entrevistados afirmam que “depende do impacto”. Outros 20.1% se mostram contrários a uma mudança, caso sejam esses os impactos na economia, um total de 47.4% dos entrevistados.

Para 53.3% dos entrevistados, as chamadas pequenas e médias empresas serão as mais afetadas com o novo formato de escala de trabalho; outros 24.1% acham que todas as empresas serão afetadas de maneira semelhante. Já 19.5% acreditam que os pequenos comércios e empresas não sofrerão qualquer impacto.

Aumento de custos

A maioria dos entrevistados entende que a redução da jornada de trabalho deve ocasionar no aumento de custos por parte das empresas, o que envolve supermercados, lojas e shoppings.

Para 40.4% dos entrevistados, o fim da escala 6×1 aumentará “muito” os custos, enquanto 10.7% acreditam que aumentará “um pouco”, o que representa 51.1% dos entrevistados.

Outros 39.2% acreditam que a mudança não terá qualquer impacto relevante. Aqueles que acham que poderá haver uma redução de custo são 4.9%. Já 4.8% não sabem.

Consequências e temor

A pesquisa AtlasIntel/A Tarde também questionou sobre as consequências do fim da escala 6×1. Quando questionados se a redução da atual jornada de trabalho prejudicará os estabelecimentos, 38.6% acreditam que “sim, muito”, enquanto 9.7% afirmam que “sim, um pouco”, e “sim, parcialmente” são 8.0%. Ao todo 56.3% entendem que os estabelecimentos serão prejudicados.

Quando o recorte é sobre “consequências mais prováveis” com o aumento de custos operacionais, por conta da redução da jornada, o “aumento de preços para consumidores” é o ponto mais lembrado, sendo citado por 42.8%. Em seguida, a “redução de horário de funcionamento” é mencionada por 16.2%, e “demissões” por 15.5% dos entrevistados.

Custos no bolso

A maioria dos entrevistados também acredita que os consumidores brasileiros não estão dispostos a pagar mais caro por produtos e serviços, caso essas sejam as consequências do fim da escala 6×1. Eles soma 52.9%. Outros 29.9% afirmam que “depende do setor”, enquanto 12.3% dizem que os consumidores estão dispostos a pagar mais caro, e 4.9% não sabem responder.

Transição cautelosa

A AtlasIntel/A Tarde também identificou uma posição de cautela quando o tempo é transição para um novo modelo de jornada de trabalho. Para 54.5%, é necessária uma mudança “gradual”; 36.6% afirmam que a alteração não precisa ser gradual, enquanto 8.9% não sabem.

Pesquisa AtlasIntel/A Tarde

A pesquisa AtlasIntel/A Tarde entrevistou 1.560 pessoas, via recrutamento digital aleatório (RDR), entre os dias 22 e 25 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais (2.p.p), para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa, produzida em parceria entre o instituto AtlasIntel e o Grupo A Tarde, é de 95%.

 

Foto: Tomaz Silva | Agência Brasil

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