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BIOREFINARIA DA ACELEN DEVE ENTRAR EM OPERAÇÃO NO INÍCIO DE 2029

Redação - 22/05/2026 20:12 - Atualizado 22/05/2026

A Acelen Renováveis,  controladora da Refinaria de Mataripe, anunciou nesta quinta-feira (21), a alocação de US$ 1,5 bilhão para dar início à construção da biorrefinaria de combustíveis renováveis em São Francisco do Conde, município da Bahia.

Essa nova unidade, a ser instalada ao lado da refinaria de petróleo, terá capacidade para produzir 1 bilhão de litros anuais de SAF (Sustainable Aviation Fuel) e HVO (Diesel 100% renovável), volume equivalente a 20 mil barris por dia.

O vice-presidente de comunicação de relações institucionais da Acelen, Marcelo Lyra, disse à Agência iNFRA que, começando as obras em maio ou junho, a expectativa é que a construção leve dois anos e meio, o que permitiria o início da operação no início de 2029.

O projeto integra produção agrícola, desenvolvimento industrial e tecnologia para produção de combustíveis renováveis a partir de matérias-primas tradicionais, como óleo de soja e UCO (óleo de cozinha usado), além da macaúba, palmeira nativa do Brasil, de cujos frutos também se extrai óleo vegetal base para biocombustíveis.

A Acelen prevê o cultivo de macaúba em áreas degradadas, considerando ganhos de produtividade já incorporados ao projeto, sendo 20% destinados a parcerias com agricultura familiar e pequenos produtores, mas no primeiro momento, até a maturação do cultivo,  serão utilizados óleo de soja e outros.

Parte do projeto vai ter financiamento de  um consórcio, liderado por HSBC e IFC (Braço do Banco Mundial), que também reúne 10 instituições financeiras: FAB (First Abu Dhabi Bank), ADCB (Abu Dhabi Commercial Bank), BID Invest, BNDES, AIIB (Asian Infrastructure Investment Bank), FinDev Canada (Development Finance Institute Canada), KfW IPEX-Bank, Bradesco, BBVA e Bank of China.

Essa primeira unidade integrada da companhia terá investimento superior a US$ 3 bilhões, contemplando o desenvolvimento agroindustrial com plantação, extração e beneficiamento dos coprodutos da macaúba.

Segundo um estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas), a cadeia integrada do projeto pode movimentar até US$ 40 bilhões na economia brasileira e gerar cerca de 85 mil empregos diretos e indiretos na próxima década.

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