

O relatório do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira, 20 de maio, coloca Salvador como a quarta capital brasileira com a pior qualidade de vida, considerando necessidades básicas como nutrição, cuidados médicos, saneamento, moradia e segurança pessoal. Acrescentando ao IPS os dados da PNAD Contínua Trimestral, publicados em 14 de maio, que analisa o mercado de trabalho e aponta Salvador como a capital com maior taxa de desemprego do país.
“Os resultados expõem as consequências do modelo de gestão de ACM Neto e seu grupo à frente da prefeitura”, afirma o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do governo na Assembleia, destacando que “essa turma é quem quer tomar conta da Bahia, mas o povo vai dizer não mais uma vez”.
Produzido pelo Instituto IPS, Social Progress Imperative, Imazon, Amazônia 2030, Fundación Avina e Centro de Empreendedorismo da Amazônia, o IPS Brasil 2026 avalia 5.570 municípios numa escala de 0 a 100. Salvador alcançou 62,18 pontos, ocupando a 24ª posição entre as 27 capitais, abaixo da média nacional de 63,40. Inclusão Social, com 39,09 pontos na posição 5.234, entre os últimos 336 municípios nesta classificação é um dos componentes mais graves.
O parlamentar assinala ainda os baixos indicadores em nutrição e cuidados médicos básicos devido à baixa cobertura vacinal, mortalidade infantil e subnutrição. “Também são vergonhosos os resultados do acesso ao conhecimento básico, por causa do abandono escolar e reprovação igualmente no vermelho”.
Segundo Rosemberg, a PNAD Contínua Trimestral fecha o quadro tenebroso da capital baiana. Salvador registrou 10,2% de desocupação no primeiro trimestre de 2026, a maior entre todas as capitais. A Região Metropolitana chegou a 11,2%, também a maior do país. A taxa nacional foi de 6,1%. Nenhuma outra capital nordestina chegou perto: Recife registrou 8,8%, Fortaleza 8,0%, Maceió 7,7%. A desocupação subiu 2,0 pontos percentuais em apenas três meses, enquanto o país reduziu sua taxa em 0,9 ponto percentual na comparação anual.
O Censo do IBGE de 2022 completa o retrato: 42,7% dos habitantes moravam em favelas, a terceira maior proporção entre as capitais. O dado que a prefeitura nunca menciona é ainda mais revelador: Salvador registrou o pior índice de evasão populacional entre as capitais. A cidade que se anuncia moderna e em crescimento é, na prática, uma cidade que expulsa sua própria população. “Não há propaganda que resista aos dados. Esse é o legado de ACM Neto e seu grupo à frente da gestão municipal”, diz Rosemberg.



