

Os professores da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) aprovaram a paralisação das atividades acadêmicas na próxima quarta-feira (20), em todos os 27 campi da instituição espalhados pelo estado. O protesto terá duração de 24 horas e foi definido por unanimidade durante assembleia híbrida da Associação dos Docentes da UNEB (ADUNEB), realizada em Salvador, na quinta-feira (14).
Segundo a entidade, a mobilização tem como objetivo denunciar a falta de diálogo do Governo da Bahia com a categoria docente. De acordo com os professores, as negociações sobre a pauta de reivindicações estão paralisadas há quase dez meses.
Além da UNEB, docentes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) também aprovaram paralisação para a mesma data em assembleias próprias.
Os atos serão realizados em diferentes regiões da Bahia. Em Salvador, no Campus do Cabula, está prevista uma mobilização intitulada “Café da Manhã com o Governador”, a partir das 7h30. Durante o protesto, uma cadeira ficará vazia na entrada da universidade como símbolo da ausência de diálogo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) com as universidades estaduais.
A programação inclui ainda panfletagens, apresentações musicais, poesias e outras manifestações artísticas em defesa da educação pública superior e do cumprimento do Estatuto do Magistério Público das Universidades Estaduais da Bahia.
A coordenadora-geral da ADUNEB, Karina Sales, afirmou que a última reunião entre representantes da categoria e o governo ocorreu em julho de 2025.
“Há quase dez meses buscamos a negociação. Temos direitos trabalhistas garantidos em lei que estão sendo desrespeitados, a exemplo dos adicionais de insalubridade. É importante lembrar que o governador, que agora vira as costas às universidades estaduais, é professor da UEFS. Esse desrespeito com os colegas é um absurdo!”, criticou Karina.
A pauta unificada dos docentes foi protocolada em dezembro de 2025 pelo Fórum das ADs, grupo que reúne representantes sindicais da UNEB, UEFS, UESB e UESC. Entre as principais reivindicações estão a regularização dos adicionais de insalubridade e periculosidade, recomposição de direitos retirados nos últimos anos, revogação da reforma da previdência estadual, melhorias no Planserv e ampliação do orçamento destinado às universidades estaduais.
Segundo os professores, diante da ausência de respostas do governo, a mobilização foi intensificada nos últimos meses com instalação de outdoors em cidades do interior e campanhas em ônibus de Salvador denunciando o que classificam como “silêncio” do Executivo estadual.
Foto: Memo Soul/Ascom/SEC