

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da bancada de oposição na Câmara, afirmou nesta terça-feira (12) que a Bahia vive uma “epidemia silenciosa” de vítimas da violência ao comentar dados que apontam quase 40 mil atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) por ferimentos causados por arma de fogo no estado desde 2007.
Segundo informações obtidas pelo parlamentar junto ao Ministério da Saúde, 39.457 pessoas foram atendidas pelo SUS na Bahia entre 2007 e abril de 2025 após serem baleadas. Os registros incluem atendimentos hospitalares e ambulatoriais e geraram custo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos.
Para Alden, os números revelam uma parte pouco debatida da crise da segurança pública no estado: a quantidade de pessoas que sobrevivem aos ataques, mas ficam com sequelas permanentes.
“Quando a bala não mata, ela deixa sequelas graves: paralisia, amputação, danos neurológicos, deficiência permanente e trauma psicológico. Estamos falando de milhares de pessoas que sobrevivem, mas têm suas vidas completamente transformadas”, afirmou o deputado.
Mortes violentas
O levantamento surge em meio ao avanço da violência na Bahia. Em 2025, o estado voltou a liderar o ranking nacional de mortes violentas em números absolutos, com cerca de 3,9 mil registros. Salvador também contabilizou 1.104 tiroteios ao longo do ano.
Segundo Alden, os impactos da criminalidade vão além das estatísticas de homicídios.
“Esse valor é muito maior na prática. A tabela do SUS não mostra a dor de uma mãe que vê o filho paraplégico, o trabalhador que nunca mais consegue andar ou a família que perde sua renda porque alguém ficou incapacitado”, disse o parlamentar.
Foto: Divulgação/Agência Câmara



