

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a suspensão de lotes de produtos da marca Ypê pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem caráter técnico e sanitário, rebatendo críticas que associaram a medida a motivação política.
A declaração ocorreu após apoiadores ligados ao bolsonarismo questionarem a decisão da agência e compartilharem vídeos nas redes sociais consumindo ou utilizando produtos da marca em forma de protesto.
Segundo Padilha, a medida foi tomada após identificação de risco de contaminação bacteriana em lotes de produtos com numeração final 1, incluindo detergentes.
“A acusação de perseguição a empresa não faz nenhum sentido. A inspeção que encontrou irregularidades na fábrica foi feita por técnicos da Anvisa com a vigilância sanitária do governo do Estado de São Paulo, que não é do PT, e da prefeitura de Amparo, que não foi indicada pelo presidente Lula. E o diretor da Anvisa, responsável por essa área, foi indicado pelo governo Bolsonaro”, disse Padilha.
O ministro também afirmou que a situação representa um risco sanitário relevante e não deve ser tratada como disputa política.
“Ninguém está tentando destruir empresa nenhuma. Estamos falando de um risco sério. A bactéria que foi encontrada em produtos pode desenvolver resistência antibiótica. Não dá para arriscar”, acrescentou.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil



