

Pessoas trans agora terão direito a 2% das vagas ofertadas nos cursos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O texto que aprovou a política de ações afirmativas prevê que a cota compreenda pessoas travestis, transexuais, transgênero, não binárias e com vivências de variabilidade de gênero, ou seja, cuja identidade de gênero não corresponde ao sexo atribuído no nascimento.
De acordo com o Conselho Universitário da UFAL, a medida visa promover a equidade, igualdade e diversidade na educação superior. Para o reitor Josealdo Tonholo, a universidade acompanha outras instituições que estão no caminho da aprovação de cotas para pessoas trans.
“Isso está em plena sintonia com todas as políticas de acesso ao ensino superior. A própria UFAL já tem essa política instituída para as atividades de pós-graduação por uma resolução do Consuni desde 2022, e agora, a partir do segundo semestre de 2026, adota também para os cursos de graduação”, explicou Tonholo.
Pioneirismo baiano
De acordo com a UFAL, mais de 40 universidades públicas no Brasil já adotaram essa política, uma tendência que começou com universidades federais baianas.
Em 2018, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) se tornou a primeira universidade federal do país a instituir as cotas de acesso à graduação para pessoas transexuais, travestis e transgêneros. No ano seguinte, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) também adotou cotas para o grupo. As vagas, que podem ser acessadas por edital próprio da universidade, são adicionais às ofertadas pelo SiSU (Sistema de Seleção Unificada).
Processo de implementação
A implementação das cotas na UFAL ocorrerá em duas etapas. Para o semestre 2026.2, o ingresso será realizado por meio de processo seletivo próprio, com edital específico. No entanto, a partir de 2027, a oferta das vagas reservadas deverá ser incorporada ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ampliando a política afirmativa para o fluxo regular de ingresso na graduação.
Foto: Paulo Pinto | Agência Brasil
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