

O senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), saiu em defesa do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Otto, Wagner demonstrou abatimento ao comentar o episódio.
Em entrevista à colunista Milena Teixeira, do site Metrópoles, Otto relatou que ambos retornaram juntos para Salvador após compromissos em Brasília, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues. Durante o voo, de acordo com o senador, Wagner permaneceu em silêncio.
“A gente voltou no mesmo voo porque o governador Jerônimo Rodrigues cumpria agenda em Brasília.. Wagner não disse uma palavra e, quando o assunto surgiu, dava para ver lágrima no olho dele pela não aprovação”, afirmou.
Otto também destacou a atuação de Wagner na articulação para aprovação de outras indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao STF e à Procuradoria-Geral da República, como Flávio Dino, Cristiano Zanin e Paulo Gonet.
Após a derrota, o senador defendeu a retomada do diálogo entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), como forma de garantir governabilidade.
“Minha posição nunca será outra. Enquanto alguns vão com balde de gasolina, eu prefiro levar água fria. É preciso ter consciência de que os Poderes precisam caminhar com entendimento para que o Brasil avance. O presidente também sabe que depende das duas Casas para aprovar pautas como a PEC da segurança e o fim da escala 6×1”, concluiu.
Nos bastidores, surgiram especulações sobre desgaste entre Jorge Messias e Jaques Wagner após a votação. Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o advogado-geral da União teria atribuído ao senador responsabilidade pelo resultado e discutido sua permanência na liderança do governo.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado



