

O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou os resultados de pesquisas eleitorais e afirmou que parte do cenário político atual só pode ser explicada por uma “lavagem cerebral coletiva”. A declaração foi feita na sexta-feira (1º), durante ato do Dia do Trabalhador.
Segundo Haddad, há distorções na leitura dos levantamentos. “É inadmissível o que está se falando aqui nas pesquisas eleitorais. O contraste é tão grande, tão grande, que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação possível entre esses dois presidentes na história do Brasil”, disse, em referência ao governo de Jair Bolsonaro.
A fala ocorre após pesquisa do Datafolha, divulgada em 11 de abril, apontar empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um cenário de intenção de voto.
Durante o evento organizado pela Força Sindical, na região da Liberdade, em São Paulo, Haddad também defendeu pautas trabalhistas e criticou adversários. “Agora nós vamos lutar pela jornada 5 por 2, de 40 horas [de trabalho por semana, como proposto pelo governo], e vamos lutar na jornada 7 por 0 para reeleger o presidente Lula, porque nós não vamos descansar enquanto não enxergar, em outubro, um horizonte pela frente que não seja o desastre que foi o governo anterior”, afirmou.
Em conversa com jornalistas, o petista atribuiu o desempenho de adversários à desinformação. “Sempre que vem uma campanha, eles [da direita] procuram omitir, procuram confundir a opinião pública, mas no frigir dos ovos, o que está em jogo é sempre venda de patrimônio público de um lado e corte de direitos sociais de outro”, disse.
Foto: Diogo Zacarias/MF



