

Grandes redes do varejo alimentar no Brasil, como Assaí Atacadista, Atacadão e Carrefour Brasil, começaram 2026 operando sob um novo conjunto de normas que altera a forma de exibição de preços, atendimento ao cliente e realização de promoções. As mudanças atingem especialmente o modelo de atacarejo, bastante utilizado por famílias que buscam economia nas compras do mês.
O principal objetivo das novas regras é ampliar a transparência e reduzir conflitos entre consumidores e estabelecimentos, garantindo mais clareza nas ofertas e maior segurança no momento do pagamento.
Entre as principais mudanças está a obrigatoriedade de correção imediata quando houver diferença entre o preço exibido na prateleira e o registrado no caixa. Nesses casos, o consumidor tem direito de pagar o menor valor anunciado. A reincidência de erros pode resultar em punições mais rígidas, incluindo multas e até restrições temporárias para ações promocionais.
Outra exigência importante é a informação clara sobre limites de compra por CPF, que agora deve estar visível nas ofertas. Além disso, os supermercados passam a ser obrigados a exibir o preço por unidade de medida — como quilo, litro ou unidade — facilitando a comparação entre produtos e ajudando o cliente a avaliar o custo-benefício de forma mais precisa.
As normas também reforçam diretrizes já previstas no Código de Defesa do Consumidor, mas com fiscalização mais uniforme em todo o país. A intenção é evitar interpretações divergentes entre estados e garantir que os direitos do consumidor sejam aplicados de forma mais rigorosa.
Com essas mudanças, o setor supermercadista deve passar por ajustes operacionais, enquanto os consumidores ganham mais ferramentas para fazer escolhas informadas e evitar surpresas no fechamento da conta.
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