

A prévia da inflação de abril na Região Metropolitana de Salvador (RMS) acelerou para 1,19%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa alta expressiva em relação a março (0,45%) e é o maior índice para o mês de abril em 25 anos na região.
O IPCA-15, que mede a variação de preços entre 18 de março e 15 de abril, também ficou acima da média nacional (0,89%). Entre os 11 locais pesquisados, Salvador registrou o segundo maior índice, atrás apenas da Região Metropolitana de Belém (1,46%).
No acumulado de 2026 até abril, a inflação na RMS soma 2,82%, acima do índice nacional (2,39%) e o terceiro maior resultado entre as áreas analisadas. Já no acumulado de 12 meses, o índice local está em 4,14%, abaixo da média do país (4,37%) e entre os menores do Brasil.
A alta de abril foi puxada principalmente pelo grupo de transportes, que subiu 3,43% e teve o maior impacto no índice. O avanço foi influenciado, sobretudo, pelo aumento dos combustíveis, que registraram alta média de 13,66% — a maior em mais de 15 anos na região. A gasolina (13,43%) foi o item que mais pressionou a inflação, seguida pelo óleo diesel (21,92%) e pelo etanol (8,59%).
Por outro lado, a queda de 23,15% nas passagens aéreas ajudou a conter uma elevação ainda maior do índice no período.
O grupo alimentação e bebidas, que tem maior peso no cálculo da inflação, apresentou alta de 1,19% e foi o segundo principal responsável pela elevação do IPCA-15. O resultado foi impulsionado principalmente pela alimentação no domicílio (1,45%), com destaque para aumentos em itens como tomate (22,47%), cenoura (28,22%) e cebola (14,22%), além de carnes como contrafilé (2,39%) e chã de dentro (1,71%).
No mês, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento de preços na Região Metropolitana de Salvador, reforçando o cenário de pressão inflacionária disseminada.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo