

A poucos dias da sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, marcada para quarta-feira (29) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o governo federal intensifica articulações para garantir a aprovação do indicado. A estratégia do Palácio do Planalto tem priorizado negociações individuais com parlamentares, diante da resistência de setores da oposição.
Senadores governistas, como Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), foram destacados para conduzir as conversas diretas. Já o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, deve atuar nos bastidores, mantendo diálogo com lideranças do Senado, mas sem მონაწილეობ direta nas tratativas finais.
Na véspera da sabatina, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, deixará o cargo temporariamente para atuar na articulação política em favor de Messias. O senador Camilo Santana (PT-CE) também participa do esforço para angariar votos.
Do lado da oposição, parlamentares como Rogério Marinho (PL-RN), Marcos Pontes (PL-SP), Jorge Seif (PL-SC), Marcos Rogério (PL-RO) e Izalci Lucas (PL-DF) já se mobilizam contra a indicação. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou: “Absolutamente nada contra a pessoa dele, mas tenho muito receio de que a atuação, que me parece militância ideológica, com direito à censura, perseguição e afronta aos valores da vida, do AGU se repita em uma eventual aprovação dele para ser ministro da Suprema Corte”.
O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), ponderou: “Apesar de ter posição política contrária, eles (parlamentares de oposição) sabem que essa é uma prerrogativa exclusiva do presidente e a nossa é de avaliar”.
Para ser aprovado, Messias precisa de ao menos 41 votos. Aliados do governo projetam entre 48 e 52 votos favoráveis, enquanto a oposição avalia que o indicado não deve ultrapassar 35 apoios.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



