

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passou a exigir que planos de saúde cubram a cirurgia robótica de próstata. A medida entrou em vigor em 1º de abril de 2026 e marca a primeira vez que um procedimento desse tipo se torna obrigatório no país.
A decisão havia sido aprovada em dezembro de 2025, com base em recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, e segue a Lei nº 14.454/2022, que prevê a inclusão automática no rol de procedimentos da saúde suplementar quando já incorporados ao SUS.
A cobertura vale para a prostatectomia radical assistida por robô, indicada para casos de câncer de próstata localizado ou localmente avançado.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença está entre as mais frequentes entre homens no Brasil. A ampliação de técnicas minimamente invasivas é vista como estratégia para melhorar o tratamento.
A cirurgia robótica permite maior precisão, com visão ampliada e controle mais refinado dos instrumentos, o que pode favorecer a preservação de funções como continência urinária e desempenho sexual no pós-operatório.
Apesar do avanço, a tecnologia ainda é concentrada em grandes centros, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. A expectativa é que a inclusão obrigatória estimule a expansão do procedimento na rede privada.



