quinta, 09 de abril de 2026
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VACINAÇÃO É ALIADA DA SAÚDE E DA VITALIDADE NA TERCEIRA IDADE

João Paulo - 09/04/2026 14:07

O Brasil vive um acelerado processo de transição etária. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o país já soma mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e a tendência é que esse número cresça de forma significativa nas próximas décadas. Diante desse cenário, a vacinação se consolida como uma importante aliada para a promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida na terceira idade, contribuindo para um envelhecimento mais ativo e saudável.

Sylvia Freire, infectologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica que, com o envelhecimento, ocorre a redução da resposta imunológica, o que torna ainda mais relevante a adoção de estratégias preventivas ao longo da vida. “As vacinas ajudam o organismo a responder melhor a infecções no futuro, especialmente às doenças respiratórias causadas por vírus como influenza e SARS-CoV-2, além de bactérias causadoras de pneumonia”, afirma.

Dados da Sociedade Brasileira de Infectologia mostram que, em 2025, a Influenza A tem sido o principal vírus responsável pelo aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre idosos. “A vacinação na terceira idade vai muito além da prevenção individual. Ela reduz internações, diminui a sobrecarga do sistema de saúde e permite que o idoso envelheça com mais autonomia e segurança”, afirma a especialista.

Ainda segundo ela, manter as vacinas em dia é uma medida simples, mas extremamente importante para proteger uma população que vivencia transformações fisiológicas próprias do avanço da idade. Entre os imunizantes recomendados para pessoas com 60 anos ou mais, a médica destaca as vacinas contra a gripe (influenza), que deve ser aplicada anualmente; a vacina pneumocócica, indicada para a prevenção de pneumonias e outras infecções graves, além das doses de reforço contra tétano e difteria. A vacinação contra a Covid-19 também segue sendo fundamental, especialmente para reduzir o risco de desfechos graves.

Outro imunizante importante para esse público é a vacina contra o herpes-zóster, disponível atualmente na rede privada. A doença é causada pela reativação do mesmo vírus da catapora, que pode permanecer latente no organismo por décadas e se manifestar com o envelhecimento ou a queda da imunidade.

Além da proteção direta contra doenças, a vacinação contribui para o controle de surtos e para a proteção coletiva, especialmente em ambientes com maior circulação de pessoas, como instituições de longa permanência e centros de convivência. “Ao se vacinar, o idoso protege não apenas a si mesmo, mas também familiares, cuidadores e a comunidade ao seu redor. Da mesma forma, quando essas pessoas mantêm suas vacinas em dia, também ajudam a reduzir a circulação de vírus e bactérias e protegem os idosos. É um cuidado que tem impacto individual e social”, reforça Sylvia.

Manter a caderneta de vacinação atualizada deve fazer parte da rotina de cuidados na terceira idade, assim como consultas médicas regulares e exames de monitoramento. “A orientação é que o idoso ou seus familiares busquem avaliação profissional para verificar quais vacinas são indicadas em cada caso, considerando histórico de saúde, comorbidades e possíveis contraindicações”, completa a especialista.

 

Foto: Marcos Welber/ Acervo Sabin

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