

A proximidade de uma safra recorde de café no Brasil já começa a impactar os preços no mercado interno, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o levantamento, a expectativa de uma produção superior a 75 milhões de sacas em 2026 deve contribuir para a recomposição dos estoques globais. A consultoria StoneX projeta um superávit de 10 milhões de sacas no período.
No mercado interno, o café canéfora (conilon e robusta), que já começou a ser colhido em algumas regiões, apresenta maior pressão sobre os preços. O indicador Cepea/Esalq para o tipo 6 registrou queda de 4,54% em apenas três dias úteis de abril, fechando a R$ 921,86 por saca de 60 kg no Espírito Santo. Em alguns casos, há ofertas abaixo de R$ 900 por saca.
Segundo o Cepea, a liquidez no mercado de robusta segue lenta, com produtores vendendo apenas para cumprir compromissos imediatos. A boa rentabilidade dos últimos anos tem permitido maior estabilidade financeira, reduzindo a necessidade de negociação.
Já o café arábica, principal variedade produzida no país, também apresenta queda nas cotações desde o fim de março. Entre os dias 25 de março e 6 de abril, o recuo acumulado ultrapassa R$ 90 por saca, chegando a R$ 1.885,21 na capital paulista.
Foto: Reprodução