

O mercado brasileiro de Tecnologia da Informação (TI) alcançou US$ 67,8 bilhões em 2025, o equivalente a cerca de R$ 337,6 bilhões na cotação atual do dólar, fixada em R$ 4,98. Os dados fazem parte do estudo “Mercado Brasileiro de Software: Panorama e Tendências 2026”, divulgado pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) com base em informações da International Data Corporation (IDC).
Segundo o levantamento, o setor manteve trajetória de crescimento no país após registrar expansão de 18,5% em 2025, acima da média global de 14,1%. Para 2026, a expectativa é de crescimento mais moderado, em torno de 5,3%, sinalizando uma nova fase de maturidade do mercado brasileiro de tecnologia e maior consolidação dos investimentos em infraestrutura digital.
O avanço do setor ocorre em paralelo ao aumento do consumo de serviços conectados, plataformas em nuvem, streaming, aplicações corporativas e dispositivos inteligentes dentro das residências e empresas. Nesse cenário, cresce também a necessidade de redes mais estáveis, com menor latência e capacidade de sustentar múltiplos acessos simultaneamente sem perda de desempenho.
Operadoras focadas exclusivamente em fibra óptica vêm ampliando investimentos em qualidade da experiência digital residencial para atender essa nova demanda de conectividade. Entre elas está a Nio, que atua em cerca de 300 cidades brasileiras e aposta em tecnologias voltadas à estabilidade da rede, menor latência e melhor distribuição do wi-fi dentro dos ambientes.
A consolidação do mercado de TI reforça uma transformação importante no comportamento digital do consumidor brasileiro. Mais do que velocidade de conexão, usuários passaram a priorizar estabilidade da rede, qualidade do wi-fi e desempenho consistente em atividades simultâneas, como videochamadas, streaming em alta resolução, jogos online e uso de plataformas em nuvem.
Relatórios recentes da Opensignal mostram que a experiência de conectividade dentro das residências ganhou protagonismo diante do crescimento das casas conectadas e do aumento no número de dispositivos utilizando internet ao mesmo tempo.
Esse movimento favorece operadoras que trabalham exclusivamente com infraestrutura de fibra óptica e conseguem entregar menor latência e maior estabilidade do sinal até os ambientes internos. Tecnologias como FTTR (Fiber to the Room), que levam a fibra diretamente para dentro dos cômodos, vêm ampliando espaço no mercado justamente por melhorar a distribuição do wi-fi dentro das residências.
A nova fase do setor brasileiro de tecnologia também aumenta a competição entre empresas de conectividade por qualidade da experiência digital. Em vez de concentrar estratégias apenas em velocidade, operadoras passaram a direcionar investimentos para wi-fi 6, redes mesh e inteligência de dados para melhorar o desempenho da internet em ambientes com múltiplos dispositivos conectados simultaneamente.
A mudança acompanha um cenário em que residências e empresas dependem cada vez mais de conexões estáveis para suportar rotinas digitais contínuas. Com isso, estabilidade da rede, confiabilidade da conexão e baixa latência passaram a ganhar peso crescente na percepção de qualidade dos consumidores.
Foto: Behnam Norouzi/ Unsplash.



