domingo, 15 de março de 2026
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CERCA DE 35% DA PRODUÇÃO DE GRÃOS DA BAHIA NÃO TEM ARMAZENAGEM, PREJUDICANDO O PRODUTOR. VEJA OS LOCAIS

Redação - 15/03/2026 18:53 - Atualizado 15/03/2026

A capacidade de armazenagem de grãos do país deverá atingir este ano o maior déficit já registrado na série histórica, ficando em 135,4 milhões de toneladas, bem abaixo da produção esperada, de 353,4 milhões de toneladas, segundo estimativas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Os armazéns de grãos terão capacidade para guardar 61,7% da produção total que se espera colher na safra atual, o menor nível em 20 anos. Isso ocorre no Brasil inteiro segundo o mapa abaixo.

A região do Matopiba, que compreende os estados do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia, tem um déficit de armazenagem de 22,2 milhões de toneladas.

Na Bahia, o percentual de produção que não tem onde ser armazenado é de 35% da produção.

Os maiores déficits estão em Barreiras (BA), Santa Maria da Vitória (BA) e Ribeira

do Pombal (BA).

Sem ter onde guardar os grãos, produtores são levados a escoar a produção logo. Se tivessem mais capacidade, poderiam entregar os grãos aos poucos, aliviando a pressão de demanda sobre terminais portuários, vagões de trem e, principalmente, caminhões, que funcionam como armazéns sobre rodas.

As tradings são as grandes comercializadoras, que compram os grãos e exportam para o mundo todo. Sem armazenar, os produtores têm menos poder de barganha com elas, em um jogo dominado por gigantes multinacionais, como as americanas Cargill e Bunge, a suíça Louis Dreyfus e a chinesa Cofco.

A falta de armazenagem obriga o produtor a fazer uma venda mais rápida, sendo obrigado a entregar direto para a trading rapidamente, ficando refém daquele preço e pagando custos maiores — explica Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja-MT, associação de produtores de Mato Grosso. Com informações da CNA e Folha.

 

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