

O médico do ex-presidente Jair Bolsonaro, Brasil Caiado, informou nesta sexta-feira (13) que, no momento, não há necessidade de cirurgia para tratar o quadro de saúde do ex-presidente. No entanto, ainda não existe previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star.
Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta após apresentar mal-estar e episódios de vômito durante a madrugada. Após uma série de exames, os médicos diagnosticaram broncopneumonia bacteriana bilateral.
De acordo com o hospital, o ex-presidente chegou à unidade com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o quadro de broncopneumonia, que tem provável origem aspirativa — quando conteúdo do estômago é aspirado para os pulmões.
O boletim médico informa que Bolsonaro está em tratamento com antibioticoterapia venosa e recebe suporte clínico não invasivo enquanto permanece sob monitoramento na UTI.
Segundo Caiado, tratamentos com antibióticos e terapia venosa costumam levar a um período de recuperação entre sete e dez dias. Ainda assim, ele ressaltou que não é possível estimar com precisão quando o paciente poderá deixar a UTI. “É impossível falar porque depende da reação. Não se sabe se haverá qualquer tipo de complicação”, afirmou.
Em conversa com jornalistas, o senador Flávio Bolsonaro disse que o pai estava consciente e lúcido, embora abatido. “Graças a Deus cheguei aqui e ele estava pelo menos consciente, lúcido, mas com a voz fraca e a cara abatida”, declarou.
Flávio também relatou que os médicos identificaram grande quantidade de líquido nos pulmões, possivelmente causada por broncoaspiração de conteúdo do estômago, o que pode provocar infecção pulmonar.
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