

A TRONOX, uma das maiores multinacionais de produção de pigmento de dióxido de titânio, com sede em Camaçari, participou na última semana da 1ª Mostra de Medidas de Flora do Licenciamento Ambiental Federal, evento realizado em Brasília, integrando as comemorações do 37º aniversário do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA). A TRONOX foi uma das três empresas convidadas a apresentar o case Mina Guaju, um dos maiores exemplos nacionais de restabelecimento da função ecológica de um ambiente.
O estudo de caso foi apresentado por Virgílio Gadelha, Consultor da TRONOX e um dos responsáveis pelo projeto, que foi gerido na região de Mataraca, na Paraíba. O evento contou também com a participação do Diretor da Tronox, Rodrigo Assunção, além da equipe técnica e gestora do IBAMA.
No case Mina Guaju, a Tronox enfrentou o desafio de recuperar áreas em dunas. “Buscamos na literatura especializada e não encontramos informações que nos ajudassem. Ninguém havia realizado o que precisávamos fazer. Tivemos que criar os protocolos e, para isso, entramos em contato com a Universidade de Lavras, em Minas Gerais. Desenvolvemos os protocolos com o apoio da academia. Esse foi um processo construído ao longo do tempo, onde absorvemos e desenvolvemos a tecnologia de recuperação de áreas em dunas, alcançando assim nossos objetivos e restabelecendo a função ecológica da área”, explicou Gadelha.
Todo o processo foi vistoriado e acompanhado pelo IBAMA, resultando em ganhos em educação ambiental, responsabilidade compartilhada e geração de renda e trabalho. Mais de 2,25 milhões de mudas de espécies nativas foram plantadas, a maior parte delas produzidas e plantadas pelos próprios moradores da região. A ação representa um dos maiores projetos de reflorestamento já realizados por uma empresa, abrangendo um total de 501 espécies, como Pau-brasil, Gameleira, Carnaúba, Aroeira, Imburana, Ipê-amarelo, Perobas, entre outras. A recuperação da biodiversidade incluiu também a reintrodução da fauna, com a soltura, realizada pelo IBAMA, de 1.889 aves, répteis e mamíferos. Um inventário de fauna realizado na área da mina registrou a existência de 202 espécies de vertebrados.
Para a Coordenadora de Licenciamento Ambiental de Mineração e Pesquisa Sísmica Terrestre, Katia Adriana, “o projeto desenvolvido pela TRONOX demonstra que é possível conciliar a atividade de extração mineral – cujos produtos são essenciais para usos múltiplos por diversos setores da sociedade – com a recuperação ambiental de áreas mineradas. Ao apresentar resultados efetivos de recomposição ambiental, o projeto evidencia que o cumprimento da obrigação constitucional de recuperar áreas degradadas pode não apenas restabelecer, mas também fortalecer serviços ecossistêmicos. Trata-se de um exemplo que contribui para inspirar e direcionar outras empresas do setor mineral, ao mostrar que práticas responsáveis, planejamento adequado e compromisso ambiental resultam em benefícios socioambientais duradouros e com maior sustentabilidade da atividade econômica”.
Rodrigo Assunção, diretor da TRONOX, destaca a importância do case Mina Guaju e expressa o orgulho da empresa em compartilhar os frutos de um trabalho bem-sucedido realizado em conjunto. “Este projeto demonstra nossa capacidade de, quando atuamos com seriedade e integração, desenvolver iniciativas ambientais de alta qualidade. É um exemplo claro de como a colaboração entre empresas e instituições pode gerar resultados significativos para o meio ambiente e a sociedade.”



