

O Índice de Ecossistemas de Impacto (INDEI) 2026 revela que a Região Nordeste detém um dos maiores ativos para a nova economia brasileira: a força de seus laços socioculturais. De acordo com o estudo inédito idealizado pelo Impact Hub Brasil, enquanto o eixo Sul-Sudeste concentra o capital financeiro, o Nordeste se destaca pela densidade de talentos e pela capacidade de mobilização comunitária, pilares fundamentais para o desenvolvimento sistêmico.
Os resultados indicam que cidades como Recife (PE), Fortaleza (CE) e Salvador (BA) possuem ecossistemas com alta intencionalidade. De acordo com Gabriela Werner, Presidente do Impact Hub Global, essa força social é o diferencial competitivo da região. “A verdadeira inovação nasce onde há coesão social. O Nordeste não está apenas produzindo negócios; está orquestrando redes de confiança e identidade que são a base indispensável para qualquer economia de impacto duradoura no século XXI”, afirma a executiva.
O relatório identifica janelas de oportunidade para que governos e setor privado criem mecanismos de financiamento que aproveitem a maturidade das redes locais. Para o Nordeste, os dados funcionam como um roteiro para que a região lidere a transição para modelos econômicos que priorizem o bem-estar humano e a preservação da cultura como ativos de mercado reais.
O INDEI 2026 é um estudo inédito que analisou 319 municípios para oferecer um espelho técnico das condições de impacto nos territórios brasileiros. A metodologia completa e os rankings por eixos (Econômico, Sociocultural e Ambiental), além dos recortes por Estados e Regiões, estão disponíveis para consulta no relatório oficial através do site https://ciadeimpacto.ac-page.com/indei .
Crédito: Christian Rodrigues



