

O vereador de Salvador Cláudio Tinoco (União Brasil) reagiu nesta terça-feira (3) às críticas feitas pelo deputado federal Jorge Solla (PT) ao prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), e negou que haja “traição” na possível composição com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) para as eleições de 2026 ao governo da Bahia.
A declaração ocorre após Solla classificar Cocá como “traidor” em um grupo de WhatsApp que reúne políticos e empresários baianos. A reação do petista veio depois da divulgação, na imprensa, da possibilidade de o prefeito de Jequié ser indicado como vice em uma eventual chapa liderada por ACM Neto.
No grupo, Solla atribuiu a ascensão política de Cocá ao ex-governador Rui Costa (PT) e criticou o suposto rompimento. “Não precisa do apoio dele. Rui Costa foi quem fez ele deputado estadual, prefeito de Jequié e presidente da UPB. Na primeira oportunidade traiu Rui!”, afirmou.
Tinoco, que disse acompanhar a conversa, contestou a versão do deputado e apontou mudança de postura. “Eu participo desse grupo e vi o deputado Jorge Solla primeiro fazer elogios a Zé Cocá, quando saiu a notícia de que ele tinha tudo para ser vice de ACM Neto. Logo em seguida, fez críticas duríssimas, até atribuindo traição”, declarou.
O vereador argumentou que não há incoerência em uma eventual aliança, destacando que o PP integra federação com o União Brasil. Ele também relembrou o rompimento político ocorrido em 2022, quando João Leão deixou a chapa governista.
“Não existe a mínima conotação de traição, pelo contrário, de coerência. Zé Cocá é do PP, que compõe federação com o União Brasil. Quem foi traído foi o PP em 2022, quando o PT alijou João Leão da chapa”, disse.
Para Tinoco, o PT demonstra preocupação com a possível composição. “Eu acho que Jorge Solla e o PT estão apreensivos com essa possível aliança. Eles têm receio da força de quem conduz os municípios na Bahia e pode ajudar muito numa chapa liderada por ACM Neto”, afirmou.
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