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VEREADORA COBRA BRUNO REIS E DIZ QUE PREFEITURA DE SALVADOR FALHA COM GESTANTES

João - 04/05/2026 12:37

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) cobrou, na manhã desta segunda-feira (4), explicações do prefeito Bruno Reis sobre a condução da saúde materno-infantil em Salvador e afirmou que a capital falha na base do atendimento às gestantes. “Salvador falha antes do parto. Falha no acompanhamento da gestante, falha no território e depois tenta tratar como problema hospitalar uma falha que começa muito antes, na atenção básica. O Plano Municipal de Saúde mostra que a própria Prefeitura conhece essas fragilidades. Não é a oposição que está inventando. São dados públicos, oficiais e produzidos pela gestão municipal”, declarou ela, que é enfermeira e autora da Lei Maternidade Certa.

A declaração tem como base o Plano Municipal de Saúde de Salvador 2022-2025, elaborado pela própria Secretaria Municipal da Saúde. No documento, a cobertura de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família aparece em patamar muito baixo na série apresentada, com registros de apenas 13,4% e 15,1%. No mesmo quadro, a área de atenção materno-infantil mostra que o percentual de nascidos vivos de mães com sete ou mais consultas de pré-natal ficou entre 64,3% e 66,5%, ou seja, cerca de um terço das gestantes não alcançava esse padrão mínimo de acompanhamento.

Para Aladilce, os dados expõem uma fragilidade anterior à chegada da mulher à maternidade. “Quando uma gestante não é acompanhada como deveria, quando a atenção básica não chega com força ao território e quando a rede não garante prevenção, exames, vacinação, tratamento e busca ativa, a consequência aparece depois nas maternidades, na neonatologia, na pediatria e na regulação. A Prefeitura não pode fugir dessa responsabilidade”, disse.

A vereadora afirmou ainda que a capital precisa discutir saúde materno-infantil com seriedade, para além da propaganda oficial. Segundo ela, inaugurações e peças publicitárias não substituem cobertura adequada da atenção básica, equipes completas, pré-natal resolutivo, agentes comunitários em campo e rede preparada para cuidar de mães e crianças antes que a situação chegue à urgência.

“Bruno Reis precisa explicar por que Salvador ainda convive com indicadores tão baixos em áreas essenciais. A capital não pode terceirizar suas falhas nem tentar esconder que a primeira responsabilidade da Prefeitura é cuidar da população no território. A saúde da mulher, da gestante e da criança começa na unidade básica, no acompanhamento contínuo e na prevenção. E é justamente aí que Salvador tem falhado”, concluiu Aladilce.

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