

Salvador recebeu, no último dia 27 de fevereiro, o Plano de Voo 2026 | Edição Bahia, promovido pela Amcham Brasil, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia. O encontro reuniu CEOs, presidentes e diretores para debater os desafios econômicos, políticos e empresariais do ano.
À frente da mediação do Painel 3 – “Visão Empresarial: Riscos e Oportunidades de Crescimento”, a jornalista e estrategista em comunicação Luciana Fialho conduziu o debate com uma provocação central: em meio a números, projeções internacionais e expansão de mercados, o diferencial competitivo continua sendo humano.
O painel contou com a participação de Agnaluce Moreira (Grupo Sabin), Augusto Kruschewsky (Alba Seguradora) e Guilherme Séder (Rede Bahia), discutindo crescimento, inteligência artificial, mercado interno e competitividade regional.
Durante sua condução, Luciana citou o futurista Gian Giardelli ao destacar que o tempo da inovação centrada apenas no hardware ficou para trás e que o novo diferencial está no peopleware.
“A tecnologia potencializa, mas são as pessoas que direcionam”, afirmou.
A comunicadora também trouxe como exemplo a estratégia da Heineken, que estruturou uma Diretoria de Felicidade como parte da estratégia de negócio. Segundo Luciana, cultura organizacional, segurança psicológica e engajamento não nascem de benefícios isolados, mas de comunicação consistente e liderança alinhada.
Ela lembrou ainda que, em 2024, o Brasil registrou taxa de demissão próxima a 50% em determinados setores, reflexo não apenas da escassez técnica, mas da falta de qualificações socioemocionais e capacidade de relacionamento no ambiente corporativo.
“Não basta ser o melhor apertador de parafuso se não souber tratar bem o coleguinha”, provocou. “A performance técnica isolada não sustenta crescimento. Liderança, alinhamento e execução passam, necessariamente, por comunicação clara e responsável.”
Para a especialista, comunicação deixou de ser tratada como soft skill e passou a ocupar o centro das decisões estratégicas. É ferramenta de alinhamento, instrumento de gestão de crise, base da cultura organizacional e vetor de influência. “Sem comunicação, a estratégia não é executada, a cultura não é consolidada, a inovação não é absorvida e a inteligência artificial não é bem utilizada.”
Luciana encerrou reforçando sua tese central:
“A inteligência artificial não automatiza valores, confiança, cultura, empatia ou relacionamentos. O grande poder competitivo que teremos será o de sermos humanos. Comunicação é o veículo da humanidade dentro das organizações.” Idealizadora da marca Comunicação Real – Oratória Autêntica que Conecta e Vende, Luciana Fialho atua com treinamentos corporativos, desenvolvimento de lideranças e consultoria em comunicação estratégica e posicionamento digital.