domingo, 01 de março de 2026
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VEJA A HISTÓRIA DO BILIONÁRIO BAIANO QUE FEZ UMA FORTUNA DE R$ 15 BILHÕES QUE ESTÁ INDO PELO RALO

Redação - 01/03/2026 09:10 - Atualizado 01/03/2026

Um baiano que criou um império e tem com uma fortuna estimada em R$ 15 bilhões está vendo esse império desmoronar. Trata-se de Nelson Tanure cuja fortuna foi construída com alavancagem agressiva, comprando empresas quebradas barato, renegociar pesado e vender caro.

Nascido em 1951, filho de pai espanhol e mãe brasileira, Nelson Tanure começou sua trajetória no setor de construção. Trabalhou na Sinasa, ligada ao empresário Piki, empresa que quebrou em meio a escândalos de hipotecas duplicadas e acusações de estelionato.

Tanure tornou-se grande empresário quando começou a comprar participação na HRT, empresa de petróleo e tornou-se proprietário. A empresa deixou de buscar petróleo em aventuras bilionárias e passou a comprar campos maduros descartados por gigantes como a Petrobras.

A empresa passou a se chamar Prio e virou referência no setor.

Foi essa performance que abriu portas nos bancos. Com a Prio gerando caixa e credibilidade, Tanure decidiu ampliar o império e iniciou uma sequência agressiva de aquisições:

Comprou a Aliança, na área de Saúde,  o Supermercados Dia, Light a Telecom e a Gafisa no ramo imobiliário.

Mas por trás disso havia uma relação financeira intensa entre o grupo Tanure e o Banco Master. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. O caixa das empresas ligadas a Tanure ficou preso no banco. Recursos que deveriam pagar fornecedores, funcionários e juros simplesmente não estavam disponíveis. E houve a  execução das garantias: Light, Aliança e a

Copel Telecom havia sido financiada com emissão de cerca de R$ 1,5 bilhão em dívida. Credores liderados por BTG Pactual e Santander executaram garantias.

As consequências foram: Na Aliança Saúde, Tanure caiu de 67% para menos de 7% de participação. Credores passaram a controlar quase 60%. Light: aproximadamente 10% das ações foram executadas. BTG passou a deter cerca de 15% e influenciar decisões na recuperação judicial. A Prio segue sob comando do filho, Nelson Queiroz Tanure, mas já desvinculada dos negócios do pai. Com informações da Click Petróleo.

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