

A Novonor (ex-Odebrecht) anunciou nesta segunda-feira (20) um acordo com o Shine I Fundo de Investimento em Participações (FIP), que é assessorada pela gestora IG4. O acordo é para adquirir os R$ 20 bilhões em créditos da companhia garantidos por papéis da Braskem.
O comunicado divulgado pela Braskem detalha que a operação envolve a alienação de cerca de 50,1% das suas ações ordinárias e 34,3% do capital social total da petroquímica. Com o acordo, a Novonor fica com 4% do negócio.
Mas a Petrobras, que compartilha o controle da Braskem, se manifestar. Por enquanto, a estatal disse que foi notificada da operação e que sua diretoria está avaliando os termos da operação para manifestação final quanto ao não exercício, pela companhia, dos direitos de preferência e “tag along” (venda conjunta) previstos no acordo de acionistas vigente da Braskem
Se tudo correr bem, o fundo Shine, administrado pela Vórtix e assessorado pela IG4, e a Petrobras deverão assinar um novo acordo de acionistas com novas regras que preveem que a Braskem terá uma governança equilibrada.
Como parte do acordo, o fundo Shine, administrado pela Vórtx e assessorado pela IG4, assume o compromisso de protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido para a realização de uma oferta pública de aquisição de ações, que será estendida aos detentores das demais ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem, oferecendo a esses investidores as mesmas condições garantidas à Novonor na transação principal.
Há dúvidas também sobre situação financeira delicada da Braskem. Há quem diga que a companhia não deve escapar de um pedido de recuperação extrajudicial, mas não há posição da Petrobras a respeito.
O acordo prevê controle compartilhado com a Petrobras. O CEO deve ser Helcio Tokeshi, sócio da IG4 que estava à frente da operação de ativos portuários da firma. O CFO da petroquímica será Carlos Brandão, que foi CEO da Iguá Saneamentos e CFO da Oi. Mas, a Petrobras precisa se pronunciar. Com informações do Valor e Pipeline.



