

Integrante do grupo de trabalho criado pelo Governo do Estado para atuar nos conflitos fundiários no Extremo Sul da Bahia, o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB) voltou a se posicionar sobre a escalada da tensão na região, após o envio de forças de segurança a Itamaraju e o pedido formal de reforço da Força Nacional ao Ministério da Justiça por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) na área de conflito envolvendo terras tradicionalmente ocupadas pelos povos Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe.
Para Paulo Câmara, a presença das forças de segurança é um passo importante, mas precisa ser acompanhada de ações estruturantes. “Como membro do grupo de trabalho, tenho acompanhado de perto os desdobramentos dessa crise. A presença das forças policiais é necessária para conter a violência imediata, mas é preciso garantir segurança permanente e o cumprimento das decisões judiciais. Não podemos conviver com um clima de medo no campo”, afirmou.
Ontem (23), representantes das Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal participaram de reunião com produtores rurais em Itamaraju, liderada pela Secretaria de Relações Institucionais do Estado. O governo anunciou o aumento do efetivo policial e a análise da instalação de um posto da PM em localidades como Cumuruxatiba ou Corumbau.
Para o deputado, o reconhecimento da gravidade da situação por parte do Judiciário reforça os alertas feitos por ele desde o ano passado. “O próprio CNJ reconhece que o conflito é complexo e que há interesses imobiliários e até atuação criminosa. Isso confirma que não se trata de um problema simples. O Estado precisa agir com firmeza, equilíbrio e legalidade para proteger vidas e garantir o direito de propriedade”, pontuou.
“Defendo que a lei seja cumprida para todos, mas não podemos permitir que famílias que produzem, geram emprego e sustentam a economia local vivam sob ameaça constante. Nosso compromisso é com a legalidade, com a produção rural e com a tranquilidade no campo. O Extremo Sul não pode ser território de conflito permanente”, concluiu.
Foto: Ascom/Alba



