A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro e de toxina botulínica comercializada como botox, após a identificação de irregularidades nos produtos em circulação no mercado brasileiro. A decisão foi publicada na última sexta-feira (20) e inclui medidas rigorosas para impedir a comercialização e o consumo dos itens adulterados.
De acordo com a Eli Lilly do Brasil, fabricante oficial do Mounjaro, foram encontradas unidades do lote D838838 com diferenças visíveis em relação ao produto original. Entre os problemas identificados estão falhas na impressão do rótulo, qualidade inferior do material gráfico e inconsistências nas informações presentes na embalagem, o que levanta suspeitas de falsificação.
Já a AbbVie Farmacêutica LTDA, responsável pela fabricação do botox original, informou desconhecer o lote C7936C3, que estaria sendo comercializado irregularmente. Segundo a empresa, as embalagens apresentam divergências nas datas de fabricação e validade, além de outras informações incompatíveis com os padrões oficiais, indicando possível adulteração.
Diante das irregularidades, a Anvisa determinou a apreensão imediata dos lotes identificados e proibiu o armazenamento, a distribuição, a importação, a comercialização e o uso dos produtos falsificados. A agência reforçou o alerta para que consumidores e profissionais de saúde verifiquem cuidadosamente a procedência dos medicamentos antes da aquisição ou aplicação.
Suspensão de propaganda de produtos à base de cannabis
Além das apreensões, a Anvisa também suspendeu a propaganda de todos os lotes dos produtos Canabidiol Prati-Donaduzz e Canabidiol Prati Donaduzzi 20 mg, fabricados pela Prati Donaduzzi & CIA LTDA.
A medida foi adotada após a constatação de publicidade dos medicamentos em redes sociais e no site da fabricante, prática proibida pelo artigo 12 da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 327/2019, que regulamenta a divulgação de produtos à base de cannabis no Brasil.
Segundo a agência reguladora, a suspensão da propaganda permanece em vigor até que a empresa adeque suas práticas às normas sanitárias vigentes. A Anvisa destacou que a divulgação irregular pode induzir o uso inadequado de medicamentos, colocando em risco a saúde da população.
A recomendação da agência é que consumidores adquiram medicamentos apenas em estabelecimentos regularizados e, em caso de suspeita de falsificação, comuniquem imediatamente às autoridades sanitárias.







