

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu processo sancionador contra 33 executivos e ex-executivos da Braskem. O caso aborda danos atribuídos à exploração de sal-gema pela petroquímica em Maceió (AL), que teriam causado o afundamento do solo e a consequente desocupação de imóveis por 60 mil pessoas.
Entre os acusados estão: executivos e conselheiros da Nonovor (antiga Odebrecht) e Petrobras, que dividem o controle da petroquímica. São eles:
Fernando Musa e Carlos José Fadigas de Souza Filho – ex-presidentes da Braskem,
Marcelo Odebrecht – Ex-presidente do conselho de administração da Braskem,
Newton Sérgio de Souza – ex-presidente da Odebrecht
Almir Barbassa – Ex-diretor da Petrobras.
Entre os administradores acusados que ainda mantêm cargo na Braskem, estão o diretor financeiro, Felipe Montoro Jens, e Gesner Oliveira, atual conselheiro da petroquímica e ex-presidente do Cade.
O processo foi aberto em outubro de 2025 a partir de investigações iniciadas em 2023. O caso agora está em fase de citação dos acusados. As acusações formuladas contra cada réu ainda não são públicas.
Em novembro de 2025, a Braskem e o governo de Alagoas firmaram um acordo de R$ 1,2 bilhão para ressarcir os danos ambientais e o afundamento do solo causados em Maceió, montante que será pago em dez anos.