

O início do ano letivo costuma ser um período de grandes mudanças para crianças e famílias. A adaptação escolar, especialmente na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental, envolve não apenas a inserção em um novo espaço, mas também a construção de novos vínculos e rotina. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) o período de adaptação escolar deve ser flexível, buscando entender as emoções envolvidas nessa fase de forma sensível e acolhedora, não forçando o acostumar-se. “A adaptação não acontece de um dia para o outro. Cada criança tem seu próprio tempo, e respeitar esse ritmo é essencial para que ela desenvolva confiança no ambiente escolar. Quando o aluno percebe que é cuidado e ouvido, ele passa a se sentir seguro para explorar, aprender e se expressar”, ressalta Aline Bastos, diretora do Colégio Anchieta – Unidade Bela Vista, colégio da Inspira Rede de Educadores.
A rotina é um dos principais pilares para uma adaptação tranquila. Horários definidos para chegada, alimentação, atividades pedagógicas e momentos de descanso ajudam a criança a compreender o funcionamento da escola e a desenvolver previsibilidade, fator essencial para reduzir a ansiedade e fortalecer a autonomia. Outro elemento indispensável nesse processo é o vínculo afetivo entre educadores e alunos. A entrada na escola representa o primeiro grande movimento de desprendimento do núcleo familiar e marca o começo da vida social. A relação de confiança construída no cotidiano escolar contribui para que a criança se sinta acolhida, respeitada e pertencente ao ambiente educativo.
A participação da família também desempenha papel decisivo na adaptação. Manter uma comunicação clara com a escola, transmitir confiança à criança e respeitar o tempo individual de cada estudante são atitudes que fortalecem esse processo. Mudanças bruscas ou despedidas prolongadas, por exemplo, podem gerar insegurança, enquanto uma postura tranquila dos responsáveis tende a favorecer a adaptação. “Com acolhimento, rotina estruturada e relações afetivas fortalecidas, a adaptação escolar se torna uma experiência mais leve e positiva, criando bases sólidas para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo da criança ao longo da vida escolar”, conclui Aline Bastos.



