

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) instaurou uma sindicância administrativa para apurar denúncias de suposto desvio de equipes terceirizadas, contratadas com recursos públicos, para atuar em uma obra privada na capital baiana. Segundo as informações, trabalhadores que deveriam prestar serviços de manutenção predial em unidades do Judiciário teriam sido direcionados para reformar a academia de um prédio residencial no bairro do Imbuí, em Salvador.
Diante da gravidade das acusações, dois servidores foram afastados cautelarmente por 60 dias: Pablo Átila Martins de Castro, coordenador de Distribuição (Codis), e Allan Rosa Moreno, coordenador de Manutenção Predial (Coman). A decisão foi assinada pelo corregedor-geral da Justiça, Roberto Maynard Frank, e publicada nesta terça-feira (20) no Diário Eletrônico da Justiça da Bahia.
Durante o período de afastamento, os servidores terão os acessos aos sistemas e e-mails institucionais bloqueados, mas continuarão recebendo seus salários. O TJ-BA informou ainda que novos servidores já foram selecionados para assumir as funções temporariamente.
Denúncias apontam possíveis irregularidades
A denúncia foi encaminhada à Corregedoria no dia 15 de janeiro e veio acompanhada de registros fotográficos, e-mails e outros documentos, que já passaram por análise preliminar. De acordo com o material, parte da equipe de manutenção teria sido deslocada para atuar no edifício onde Pablo Átila teria se apresentado como síndico.
Também há relatos de intimidação de trabalhadores, orientações para irregularidades no registro de ponto eletrônico e possível acobertamento por parte de Allan Rosa Moreno. Outras condutas igualmente sob investigação incluem assédio, pagamentos indevidos e atuação irregular na fiscalização de contratos.
Tribunal afirma compromisso com a apuração
Em nota, o TJ-BA informou que a sindicância tem como objetivo garantir a transparência e a efetividade da apuração, assegurando o contraditório e a ampla defesa aos envolvidos. O procedimento será conduzido por um magistrado designado pela Corregedoria-Geral da Justiça e deverá ser concluído no prazo de até 60 dias.
O Tribunal reafirmou ainda o compromisso com a ética, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos, destacando que qualquer conduta que possa comprometer a imagem da instituição será rigorosamente apurada.
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