terça, 20 de janeiro de 2026
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BAHIA É UM DOS DESTAQUES EM PRODUÇÃO E QUALIDADE DO QUEIJO NO BRASIL

Victoria Isabel - 20/01/2026 16:58

Nesta terça-feira (20) é celebrado o Dia Mundial do Queijo, um dos alimentos mais consumidos no mundo e que, na Bahia, vem ganhando cada vez mais destaque e conquistando prêmios nacionais e internacionais pela qualidade da produção. Inclusive, o estado é um dos mais antigos produtores do Brasil, através da tradição europeia trazida pelos colonizadores no século XVI.

A quantidade de leite produzido na Bahia, que em 2024 chegou a 1,3 bilhão de litros, além da diversidade do bioma, que inclui a Mata Atlântica, a Caatinga e o Cerrado, contribuem para a quantidade e variedade de queijos no território baiano. São produzidos desde tipos tradicionais, como o requeijão, o coalho, o de cabra e a muçarela de búfala, até novidades que utilizam umbu, araçá e licuri.

Para o assessor técnico da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Paulo Emílio Torres, o cenário agroindustrial baiano reforça a relevância da cadeia do leite no contexto estadual. Com 185 unidades, as agroindústrias de beneficiamento de leite e derivados constituem o segmento mais numeroso no Estado, superando expressivamente outros ramos agroindustriais, como o de beneficiamento de produtos de abelhas (65), de carne (49), de ovos (38) e de pescado (28).

“O dado evidencia não apenas a capilaridade da atividade leiteira, mas também o papel estratégico da agroindustrialização formal do leite e de seus derivados, especialmente do queijo, como instrumento de agregação de valor, geração de renda e fortalecimento das economias locais. É importante ressaltar que esses empreendimentos operam sob regime de inspeção sanitária, majoritariamente no âmbito do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), o que assegura o cumprimento das normas sanitárias, a qualidade dos produtos e a segurança alimentar”, destaca Torres.

Além das agroindústrias, a produção artesanal de queijo também tem ganhado espaço e relevância, que extrapola o campo produtivo. “É uma atividade que vem configurando-se como uma política pública de caráter inclusivo, ao promover a valorização da pequena produção regional, a geração de renda e a preservação dos saberes tradicionais”, pontua o gestor.

“Esse movimento tem evidenciado a evolução técnica, a valorização do saber fazer local e a identidade cultural e territorial dos queijos baianos, ao mesmo tempo em que demonstra o crescimento e a consolidação dessa tendência gastronômica no Estado e no País”, complementa.

Foto: Mateus Pereira/Seagri

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