

A Braskem tem até 24 de agosto para fechar um acordo para entrar em recuperação extrajudicial, e evitar uma recuperação judicial. No entanto, um grupo de credores da Braskem, que inclui Elliott Investment Management e Contrarian Capital Management, ainda cobra que a acionista Petrobras injete recursos na empresa. A Petrobras tem resistido até agora, porque não quer ampliar sua participação na Braskem e correr o risco de ter de consolidar a dívida da petroquímica em seu próprio balanço.
A Braskem precisa do apoio de credores que detenham ao menos um terço de sua dívida para evitar um pedido de recuperação judicial, opção que continua sobre a mesa, segundo algumas das fontes.
As negociações continuam, e as chances de evitar uma recuperação judicial aumentaram após bondholders internacionais apresentarem uma nova contraproposta de recuperação extrajudicial, mais bem recebida pela Braskem e sujeita apenas a pequenos ajustes.
A Braskem ajuizou uma medida cautelar no fim de junho para obter proteção contra credores, depois que as negociações para uma solução extrajudicial para seu crescente endividamento. A medida suspendeu por 60 dias as medidas de execução dos credores contra a companhia.
A Moody’s Ratings rebaixou na semana passada a nota de crédito da Braskem ao considerar como default a suspensão de cobranças determinada pela justiça durante as negociações de reestruturação.
Se um acordo extrajudicial for alcançado, as partes terão mais 90 dias, conforme previsto na legislação brasileira, para finalizar os termos da reestruturação após o protocolo do pedido.
A Braskem afirma que reitera o compromisso com uma solução consensual e ordenada para a reestruturação financeira,” disse a empresa em nota.
As empresas costumam preferir a recuperação extrajudicial por ser, em geral, mais rápida, barata e menos disruptiva que a recuperação judicial. Uma vez fechado um acordo com uma parcela suficiente dos credores, o plano pode ser homologado pela justiça e se tornar vinculante.